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Casar não é tão romântico assim

 

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Quase tudo que a gente vê sobre casamento por aí tem um ar romântico, né? Assim parece que tudo, desde a cerimônia até “que a morte nos separe”, será como nos filmes de princesas, onde depois do “sim” terminam todos os conflitos da estória. Mas nem tudo são flores de um lindo buquê de noiva, minhas amigas e meus amigos, e eu vim aqui escrever esse post (estava devendo faz tempo!) para tirar um pouco das ilusões de quem ainda as tiver.

Na vida real os conflitos já começam na preparação da cerimônia de casamento. A menos que você seja milionária(o) ou possa permutar toda a festa em publicidade no seu canal do YouTube feito Preta Gil, você precisará passar muitas horas da sua vida verificando orçamentos e fazendo seu planejamento financeiro para pagar a festa.  Então amiga(o), já comece sabendo que serão cerca de 600 horas de trabalho duro para apenas 5 horas de romantismo e momentos lindos com família e amigos.

Depois vem a parte da “realidade do dia a dia”, essa que é menos romantizada, mas ainda assim só sabemos o que é conviver com alguém que tem uma criação e costumes diferentes dos seus quando já estamos de fato vivendo juntos. Sabe aquele seu quarto que estava sempre arrumado do seu jeito? Já era! Sabe aquele seu costume de deitar no sofá sem ter hora pra sair? Já era! As coisas funcionam em uma outra dinâmica e agora tudo é decidido em dupla, sua vontade individual estará sempre um pouco de lado. Aqueles pensamentos românticos de “somos um” e “combinamos em tudo” começam a esmaecer e aí você terá o choque de realidade: Casar não é tão romântico assim!

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Como eu nunca fui muito romântica, daquelas que acham que vão achar o príncipe perfeito (rico, bonito e com a mesma orientação sexual que eu), gostam de receber flores e lembram todos os meses da data de aniversário de namoro, posso dizer que a minha queda do ideal para o real não foi tão alta. Mesmo assim ela aconteceu quando resolvi morar com meu noivo e tenho algumas conclusões para compartilhar:

1. Da festa de casamento você só ficará com as fotos e as lembranças na sua memória, portanto não gaste muito tempo (nem muito dinheiro) com detalhes demais e com tudo que dizem por aí que você TEM QUE TER no seu “grande dia”. Quanto menos trabalho você tiver, mais equilibrada vai ser a proporção “horas de trabalho duro x horas de romantismo” no dia do seu casório.

2. A vida é um grande planejamento e viver juntos exige planejamento em dobro pra que os desejos de um, do outro e do casal sejam realizados. É preciso cuidado para não atropelar a vontade do seu parceiro(a).

3. Casamento é uma parceria, então é preciso que antes de existir paixão, exista amizade e amor. Com o tempo, a beleza vai embora, as dificuldades aparecem de tempos em tempos e o romantismo vai ficar de lado até que sejam resolvidas as urgências do dia a dia. O importante é no fim do dia saber que aquela pessoa está do seu lado para tudo e que vocês se admiram, se gostam e se respeitam.

Sejamos um pouco mais práticos ao pensar em construir uma vida a dois. Tudo demais é veneno e romantismo demais deve estar entre os top 3 motivos que levam ao fim dos casamentos.

Amores platônicos – Quem nunca?

Você lembra do seu primeiro relacionamento amoroso? Eu não estou falando do seu primeiro beijo ou namoradinho(a) da escola. O nosso primeiro relacionamento geralmente é um grande e inabalável amor platônico por algum ídolo.

Até os meus 9 anos de idade, eu namorava com o Zac Hanson, aquele mini baterista fofíssimo da banda Hanson, mas ele não sabia disso, óbvio. Não podia passar um clipe na TV que já tentava ver tudo sem piscar os olhos, gravava em fita VHS (#alertadevelhice) todos os programas dos quais ele participava e via em looping infinito depois, comprava revistas que tinha fotos dele, usava a Internet pra baixar fotos e gravar em vários e vários disquetes (#alertadevelhice2) e sabia absolutamente tudo sobre ele, até que ele amava comer jujubas. Eu comecei a comer jujubas por causa disso, porque até então era o doce que eu desprezava em todas as festinhas infantis.

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Aos meus 10 anos, o filme Titanic estreou e o Leonardo Dicaprio aconteceu na minha vida. E na vida de 10 entre 10 meninas da minha idade! Vi esse filme pelo menos 3 vezes no cinema, comprei os 2 VHS do filme (sim, era dividido em duas partes) e tudo mais que eu sempre fazia ao entrar em outro relacionamento como esse.

Com 13 anos, eu conheci o Axl Rose no clipe de Sweet Child O’Mine e ele foi o homem da minha vida. Mesmo Guns N’Roses não estando mais no auge, eu alimentava o meu amor platônico por ele com muitas e muitas fotos, músicas e clipes. E como foi decepcionante ver ele no Rock in Rio 3, gordo, desafinado e apenas suando feito um suíno.

E como era bom! Mesmo que muitos pensem que é ruim ter qualquer tipo de amor platônico, eu digo que, na infância e na adolescência, isso é maravilhoso e faz a gente refletir sobre os nossos relacionamentos depois de adultas. Vou te dizer o porquê:

1) Nossos amores de infância sempre são apenas lindos. OK, eles podem ser excelentes cantores, atores e tudo mais, porém nosso amor se baseava principalmente na beleza deles. Quando a gente cresce, percebe que existem muitos outros pontos, antes da beleza, que contam para a gente amar alguém, como companheirismo, interesses em comum, planos de vida parecidos etc. Quem não percebe isso nem depois de adulta e continua procurando apenas os “gatinhos” provavelmente vai entrar e sair de vários relacionamentos que não darão certo.

2) Quando crescemos, percebemos que nossos amores platônicos só são perfeitos porque estão distantes de nós. Mesmo sabendo tudo sobre eles (da comida favorita ao tamanho do sapato), não sabemos como são a personalidade e os hábitos deles na intimidade. Então, se você não aprendeu ainda, aprenda uma lição: as pessoas que estão mais perto de nós são as que têm mais chance de nos decepcionar em algum momento. Namoro e casamento se constroem com amor, renúncia e perdão quando necessário.

Hoje eu e as outras duas garotas na calçada somos adultas, nos aproximamos dos 30 anos (cof cof), temos ou procuramos relacionamentos reais e… continuamos com alguns amores imaginários, porque  ninguém é de ferro! A diferença é que temos plena consciência da realidade que falamos acima.

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Eu e o Bruno Mars, por exemplo, poderíamos ser um par perfeito. A Zilma e o Adam Levine; a Carol e o Jensen Ackles também! E assim seguimos exercitando a nossa imaginação amorosa. E você? Conta pra gente qual o seu amor imaginário! <3

 

Quer teclar? Sobre relacionamentos virtuais

Aos 14 anos, esperava ansiosamente pelo sábado, quando, a partir das 14 horas, eu poderia acessar a internet pelo computador do meu primo mais velho. Sinto uma enorme nostalgia ao lembrar o som de acesso à internet discada. Depois de conectada, na companhia de uma prima ainda mais nova que eu, abria o mIRC e esperava que alguém iniciasse uma conversa privada.

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Depois das perguntas básicas, nome e idade, nós contávamos coisas como onde estudávamos, em que bairro morávamos, chegamos até a bater fotos pra colocar na rede. Hoje fico feliz pelo fato de que nós mentíamos pra caramba nesses chats! Já pensou o perigo?! Nessa época, eu desconhecia a palavra pedofilia e ainda nem tinha beijado na boca.

Depois do mIRC, minhas conversas virtuais passaram para as janelas de MSN, já no meu próprio computador, com pessoas que eu conhecia, depois de já ter beijado na boca, mas ainda com internet discada. Quantas vezes teclei madrugada a dentro com o paquera da faculdade? Quantas DR’s tive com meu primeiro namorado naquela janelinha azul? Mas o MSN, como quase tudo que é bom, veio e se foi.

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Coloquei banda larga em casa, terminei com meu primeiro namorado, terminei com meu segundo namorado e há mais de três anos estou solteira nessa vida bandida. De lá pra cá, os smartphones tomaram conta da minha experiência online. Passo o dia inteiro com o celular a uma distância segura, acompanhando as notificações com atenção. E foi no meu smartphone que, em 2015, eu resolvi instalar o Tinder!

Existe relacionamento no Tinder

Logo quando o Tinder virou febre, eu não me interessei em baixar o aplicativo, na verdade, sou uma retardatária na corrida pelos matches. Simplesmente achei que não combinava comigo. Um dos meus melhores amigos passava horas no app e, em um dos nossos encontros, ele me deixou dar uma olhada e ajudá-lo a distribuir likes e dislikes. Depois disso, confesso que fiquei intrigada com o aplicativo, mas complemento a confissão com o fato de que decidi não baixa-lo por morrer de vergonha do que as pessoas (o amigo recentemente citado, por exemplo) iriam pensar e falar.

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Ano passado, liguei o foda-se e baixei o Tinder, mas o nosso relacionamento não tem sido fácil desde então. Na minha primeira conta do Tinder (porque eu já tive umas quatro), conheci um rapaz do Rio de Janeiro que estava morando no Ceará em uma temporada a trabalho. Nossa, como eu pensei que tinha encontrado minha alma gêmea! Sério, gente, não ri! HAHAHA. Ok, pode rir, até eu acho graça das minhas histórias…

Mas voltando para a minha alma gêmea, depois da troca de mensagens no chat do aplicativo, começamos a nos falar por whatsapp (onde todos os relacionamentos se desenvolvem atualmente) e, um belo dia, nos conhecemos. Ele não era minha alma gêmea! Nem o segundo… Muito menos os que vinham com conversas escalafobéticas (sempre quis usar essa palavra oficialmente), cujo teor eu manterei em sigilo mas aposto que você já imagina.

Nem tudo está perdido

Não tive apenas experiências ruins com o Tinder. Sabe aquele crush para quem você sempre quis se declarar? Pois é, o meu estava lá e deu match! Não uma, mas três vezes. Agora adivinha o desfecho dessa história de (des)amor… Ela não deu em nada! Continuo com a mesma paixonite aguda e completamente platônica.

Mas, assim como Terezinha, o terceiro e o último rapaz que conheci no Tinder foi aquele que poderia ter rendido uma história bacana. Ao contrário do primeiro, eu achei ele um chato de galochas, até que a gente se conheceu e eu pude descobrir que ele é uma pessoa adorável (outra palavra que sempre quis usar oficialmente). Você deve ter percebido pelo “poderia ter rendido uma história bacana”, que não rendeu! Mas nem tudo é perfeito, concorda?

O fim do Tinder

A primeira vez que excluí o aplicativo

Dei um superlike (quando a pessoa pode ver que você curtiu o perfil dela) em um conhecido SUPER sem querer! Exclui o aplicativo na hora do desespero e, logo depois, fiz uma nova conta para saber se começava do zero. Começa!

A segunda vez que excluí o Tinder

Estava conversando com duas pessoas, já no whatsapp, e eles sumiram do mapa. Fiquei PUTA! Excluí essa baixaria.

A terceira vez que excluí o Tinder

Meu crush já estava me ignorando pela terceira vez e eu comecei a reforçar a ideia de que esse tipo de ferramenta não é adequada para mim.

A quarta vez que excluí o app

É, não é pra mim. Excluí e ainda não voltei. #rehab

Moral dessa história

Eu tenho certeza que é possível encontrar gente bacana no Tinder (basta saber que eu e meu crush estávamos lá), mas a maioria dos caras que conheci não queriam o mesmo que eu, ou simplesmente não combinavam comigo. Cada caso é um caso, né? Sei de gente que namora o match do Tinder, gente que casou com o match do Tinder! Então, se você tiver vontade de baixar o aplicativo, ligue o foda-se e baixe mesmo! E se não gostar, exclui a conta, amiga! É super fácil! De uma forma ou de outra, tomara que você tenha muitos matches, conheça muita gente interessante, converse, beije na boca, faça coisas escalafobéticas, enfim, o que você estiver afim de conseguir por lá.

Pra terminar esse post que já está bem longo, fica aqui um conto de fadas dos tempos do Tinder.