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Grimm: Contos de terror, mas nem tanto

Acho que nesse trio (Lahisla, Zilma e eu) todas somos um pouco, ou muito, viciadas em filmes e séries. O Netflix é um amor compartilhado, não só por nós três, mas por você também, eu aposto!

Netflix_romanticNa última semana, voltei a assistir GRIMM: CONTOS DE TERROR (ou simplesmente GRIMM, no original), uma série sobre um detetive da homicídios que descobre ser de uma linhagem de caçadores de seres sobrenaturais. Até aí, a série já tem a minha cara, basta ver minha obsessão por Supernatural, por exemplo (só Deus é testemunha de quantas vezes eu já assisti às desventuras dos irmãos Winchester), mas até o nome da série tem um apelo especial. Grimm traz à tela personagens sobrenaturais baseados nos contos de fadas, relembrando vagamente as histórias originais dos irmãos homônimos da literatura alemã. As referências alemãs, inclusive, estão sempre presentes.

Dean_Winchester_Supernatural

A verdade é que eu acho a série bem leve no quesito maldade e violência, mas tem sido uma quebra bacana para balancear os episódios das séries de sobrenatural e ficção fantástica que estão na moda ultimamente (e já há algum tempo), como The Walking Dead, Game of Thrones, etc. Assisto a essas séries também, e adoro, mas depois de alguns episódios eu fico mentalmente esgotada. Por que não, vez ou outra, trabalhar o terror de uma forma diferente? Que tal assistir a iZombie, ou Santa Clarita’s Diet, ou Supernatural, ou Grimm e rir um pouquinho de tudo isso sem deixar de curtir a adrenalina típica do gênero? Eu digo sim pra isso!

Nick_Smile

Por isso, escolho assistir a uma série cujo personagem principal, o detetive Nick Burkhardt, é descendente dos irmãos Grimm, eles próprios caçadores do sobrenatural, que usavam seus contos para descrever as criaturas fantásticas que assombravam os humanos comuns. Nick e seu amigo Blutbad chamado Monroe, o lobo mau mais bonzinho que você conhecerá, formam uma dupla querida e equilibrada no combate aos seres do mal.

grimm_Nick_Monroe

Anos atrás, quando eu assisti à série pela primeira vez, fiz uma crítica bastante negativa aos primeiros episódios e não continuei a saga. É bem verdade que os efeitos deixam a desejar e até lembram um pouco outras séries do mesmo criador, David Greenwalt, que são Buffy e Angel. Eu amava essas duas séries, mas os efeitos eram bem toscos, né? Super perdoável pra época. Os efeitos em Grimm são bem melhores, mas o estilo permaneceu.

Quando o Netflix adicionou a terceira temporada no catálogo e colocou entre as sugestões do meu perfil, resolvi dar uma nova chance e fiquei surpresa ao perceber que havia desistido nos primeiríssimos episódios. Até esse ponto, você ainda não se envolveu com as personagens nem a série conseguiu mostrar seu potencial. Sejam mais pacientes que isso! Nesta segunda tentativa, eu fui. Acabei de terminar a primeira temporada e estou um pouco viciada, mais nos personagens que na história. Me apeguei, pronto! Dá uma olhada no trailer da série:

Vale a pena dar uma espiada e conhecer o lindo Nick, o querido Monroe, o impulsivo Hank, a corajosa Juliette, o maravilhoso capitão Renard… O melhor é que, como a série já acabou, dá pra assistir tudo de uma vez só (mas no Netflix só tem três temporadas). Se gostar ou não, volta aqui e conta pra mim! Quero saber o que você achou também.

Grimm_Elenco

Séries de Novembro

Novembro foi bem doce pra mim quando o assunto é SÉRIES. Melhor vício hobby já inventado pela humanidade, concordam? Eu sou do time de maratoneiros assumidos.

O fato é que novembro foi um mês bem corrido, mas o saldo de séries assistidas me surpreendeu e eu vou compartilhar aqui um resumo das minhas impressões sobre as séries vistas durante esse mês!

SÉRIES COMPLETAS

  1. The Get Down (1 temporada, 6 episódios)
    Primeira série do mês. São apenas 6 episódios com duração média de 1h. Por um lado, a série me surpreendeu com a variedade de temáticas abordadas além da principal: política, grafite, outros estilos musicais (inclusive gospel) e diversidade sexual, que foi abordada natural e delicadamente.  O Jaden Smith arrasou muito na atuação. ? Por outro lado, como fui com sede demais ao pote, esperava mais da série. Não sei explicar exatamente o quê. Gostei bastante, mas a minha sensação é que faltou um temperinho. Nota 8,5.

                                             the-get-down

  2. Black Mirror (3 temporadas, 13 episódios)
    MEU POVO, QUE SÉRIE É ESSA? ? ? O primeiro episódio é de dar náuseas e, assim como outros, retrata bem a realidade na qual estamos inseridos. Não sobre o ponto de vista do avanço tecnológico meio The Jetsons – ainda, mas do que a humanidade tem de mais cruel e podre dentro de si. A maldade, o egoísmo, a ganância e por aí vai. Como a série conta uma história a cada episódio, eles não seguem um padrão muito rígido de duração; variam de 40 a 90min.  Estes são os preferidos, com breves comentários (evitando soltar spoiler pra quem ainda não viu):

    • The Entire History of You (1ª temporada)
      Esse do gif abaixo, cujo tema gira em torno de traição. Suas memórias todas são registradas em um dispositivo e podem ser acessadas e vistas facilmente, inclusive, por terceiros. Imaginou a treta?
    • White Bear (2ª temporada)
      Além da crueldade “justificada” pela justiça, o episódio grita sobre a espetacularização da vida através das telas de smartphone e a consequente inércia humana que isso tem causado.
    • Hated in the Nation (3ª temporada)
      Até onde o ódio espalhado nas redes sociais vai nos levar? A mesma “maldade pela maldade” potencialidade pelo mundo virtual que também é vista nos episódios The National Anthem (1ª) e  Shut Up and Dance (3ª).Nota 9,8 só porque achei San Junipero (3ª) o episódio mais morgadinho e destoante dos demais e Fifteen Million Merits (1ª) o mais chatinho.

      black-mirror

      The Entire History of You

  3. Master of None (1 temporada, 10 episódios)
    Série leve e divertida sobre a vida comum de um jovem-adulto-descendente-de-indiano em Nova York, em episódios curtinhos (30min).  Eu diria que a série é despretensiosamente muito boa, abordando diversos temas do cotidiano que vão de camisinha rasgada no primeiro encontro a direitos dos idosos. Tudo isso em paralelo aos desafios profissionais e pessoais enfrentados por ele, do mesmo jeitinho que acontece com a gente. Um outro fato que me chamou a atenção sobre a série é que ela foi criada, produzida e protagonizada por Aziz Ansari. Virei fã ?. Nota 9.

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  4. Stranger Things (1 temporada, 8 episódios)
    Evitei um pouco essa série devido a todo o furor que ela causou na internet, assim como evitei GoT até hoje. ? Mas dei uma chance a ela bem mais rápido que a GoT, obviamente. A memória curta não me permitiu ver claramente as referências dos anos 80 (a atmosfera é óbvia!),  mas isso não impediu que a série caísse no meu gosto. Adoro produções juvenis (YA) e a combinação de suspense, ficção científica e drama é maravilhosa.  Os episódios tem duração média de 50min. Aplausos para a atuação de  Winona Ryder e, claro, Millie Bobby Brown. Nota 9.

                                                                 stranger-things

SÉRIES VISTAS PARCIALMENTE

Além das séries acima, das quais vi todos os episódios disponíveis, vi ainda em novembro:

  1. Unbreakable Kimmy Schmidt
    A série tem 2 temporadas de 13 episódios cada. Vi os 3 últimos da segunda temporada em novembro. Comédia leve, naquele estilo bem pastelão-americano, em episódios de aproximadamente 30min. Na minha opinião, o personagem Titus brilha mais que a própria Kimmy e, possivelmente foi ele que me prendeu à série. A Kimmy é mais bobona, característica imposta pela própria narrativa na qual está inserida. Nota 7,5.
  2. Designated Survivor
    A primeira temporada foi lançada recentemente na TV e a Netflix está adicionando os episódios um a um. Apesar de não gostar muito da política na vida real, o tema me fisgou na série House of Cards e acabei gostando muito de Designated Survivor também. Nela,  Tanto que não aguentei a “demora” da Netflix, que ainda está no quarto episódio, e já baixei e vi até o sétimo. Ansiosa pelo desfecho da história. Até agora, nota 9.
  3. Reign
    É uma série de ficção histórica beeem YA, talvez mais que Stranger Things. Foram lançadas 3 temporadas desde 2013 (as duas primeiras com 22 episódios e a terceira com 18) e a próxima está prevista para 2017. Em 3 dias, já na reta final do mês, vi 12 episódios da trama juvenil ambientada no século XVI. Romances, figurino e trilha sonora foram feitos para atingir o público jovem. Já ouvi dizer que o nível cai bastante na terceira temporada, mas até agora estou envolvida. Então, por enquanto, nota 8,5.
  4. Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.
    Mais uma série em andamento. Estou acompanhando a quarta temporada e vi os dois episódios que saíram em Novembro (6º e 7º). Não é uma das melhores produções da Marvel, mas eu também não sou muito exigente quando gosto da temática. E confesso que sou marvelmaníaca! ? A temporada atual conta com a presença do motoqueiro fantasma: latino, sombrio e sedutor. ¡Me gusta! Entre os altos e baixos e plot twits, nota 8,5.
    bart-hypnotized
    E assim foi o meu mês de Novembro! UFA! ? Acompanha alguma dessas séries? Deixa sua opinião ou comentário pra gente bater um papo!

Desafio Netflix¹: Sicário² – Terra de Ninguém

Bem-vindo a Juárez, no México, onde corpos nus e mutilados são pendurados em via pública pelo cartel que domina o tráfico de drogas na região. Em Sicário – Terra de Ninguém (Sicario, 2015), Emily Blunt interpreta uma agente do FBI convidada a integrar uma missão especial do governo americano contra o tráfico de drogas. Em uma zona de guerra na fronteira entre Estados Unidos e México, ela é obrigada a lidar com conflitos éticos e morais ao se deparar com pessoas capazes de tudo para conseguir vencer a batalha.

Opinião – Contém spoilers do filme

Emily Blunt, que depois de se destacar como uma das assistentes de Miranda Pristley em O Diabo Veste Prada (2006) vem ganhando papéis cada vez mais desafiadores, é a atriz principal desse filme de ação/suspense dirigido pelo canadense Denis Villeneuve e foi indicada ao prêmio de melhor atriz no AACTA International Awards 2016 (o Oscar australiano). Para ser sincera, achei o papel fraco. A agente Kate Macer passa o filme inteiro completamente perdida em uma missão sobre a qual não sabe nada a não ser que está sendo usada pela CIA. A função da personagem é, basicamente, ficar indignada com as ações imorais praticadas pelo governo americano e ser totalmente impotente a respeito.

Emily_Tiro

Embora Kate seja evidentemente uma mulher forte, que não se deixa intimidar pelos homens que a cercam e luta pelos seus ideais, ela é, para mim, uma telespectadora da ação. Infelizmente, já que a Emily Blunt poderia ter sido muito melhor aproveitada no filme!

hora de conhecer Deus

hora de conhecer Deus

O destaque aqui vai para o lindo, maravilhoso e tudo de bom Benício Del Toro, indicado ao prêmio BAFTA de Cinema como melhor ator coadjuvante por esse filme. Ele é o contraponto de Emily. Enquanto ela é uma honesta agente do FBI tentando fazer a coisa certa, ele, embora atue do mesmo lado que a mocinha, age por motivações pessoais e busca vingança pela morte da esposa, decapitada, e da filha, jogada em um tanque de ácido. Com esses motivos, quem não gostaria de encontrar pessoalmente o barão do tráfico e atirar na cabeça dele?

O filme é agressivo, a Emily apanha, o Shane do The Walking Dead apanha e o Benício bate e atira em todo mundo, mas faz refletir sobre a máxima “os fins justificam os meios” e sobre a moral versus a sobrevivência. Na cena final, Alejandro, o personagem de Benício, diz a uma Kate de olho roxo: “You will not survive here. You are not a wolf and this is a land of wolves now” (Você não vai sobreviver aqui. Você não é um lobo e essa é uma terra de lobos agora). Ele dá a ela a chance de matá-lo e o que ela faz? Ela quase aproveita, mas a verdade é que algumas realidades precisam ser aceitas.

O filme também foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia, Melhor Edição de Som e Melhor Trilha Sonora Original e ao Palma de Ouro.

Sicario

 

  1. Sempre que acesso o Netflix, ele me sugere algo que, pelo meu comportamento no aplicativo ou pela necessidade do site em publicizar algo, pode ser de meu interesse. Tenho me desafiado a aceitar todas as sugestões, o que às vezes tem resultados felizes, às vezes tediosos e às vezes revoltantes.
  2. A palavra Sicário é descrita da seguinte forma no início do filme: “O termo Sicário vem dos zelotes de Jerusalém, matadores que caçavam romanos que invadiam sua terra-natal. No México, “Sicário” é matador de aluguel”.