Category: Trabalho

Bendito Canvas

Estava eu escrevendo um texto sobre o bendito Canvas para o meu trabalho e pensei: por que não compartilhar um pouquinho aqui no blog? Então, aqui estamos! Depois de mais de uma década crescendo, o número de mulheres empreendedoras finalmente se equiparou ao número de homens¹. Seja por ter menos oportunidades no mercado ou buscar uma maior flexibilidade de horários para conciliar a vida profissional com a pessoal, o fato é que nós estamos conseguindo estabelecer o nosso espaço no mercado de trabalho. E, para quem ainda não começou ou precisa de uma força para alavancar o próprio negócio ou a carreira, a utilização do Canvas é uma ótima dica. Homens, a dica vale para vocês também 😉

Você conhece o Business Model Canvas?

O Quadro de Modelo de Negócios, em português, é uma ferramenta idealizada para organizar, de forma simples e didática, o modelo de negócio de uma organização. Tudo em apenas uma folhinha de papel!

Essa ferramenta foi desenvolvida e descrita por Alexander Osterwalder & Yves Pigneur, com cocriação de uma “impressionante multidão de 470 profissionais de 45 países”, como está posto na própria capa do livro Business Model Generation – BMG (2010), Inovação em Modelos de Negócios em português. A partir do Canvas, os empresários e empreendedores podem enxergar com mais clareza como o seu negócio cria, entrega e captura valor.

O quadro é constituído por nove campos e a ordem lógica sugerida para a sua construção é esta:

  1. Segmentos de clientes
    Quem são os seus grupos de consumidores? Para quem você está criando valor?
  2. Proposta de valor
    Que valor(es) entregamos para satisfazer os desejos e necessidades dos clientes? Preço, desempenho, usabilidade?
  3. Canais
    Quais os canais de comunicação, distribuição e vendas?
  4. Relacionamento com os clientes
    Quais as estratégias de relacionamento para cada segmento de clientes?
  5. Fontes de receita
    Por quais valores os clientes estão dispostos a pagar? Quanto pagam, como pagam?
  6. Recursos principais
    Que recursos exigem a proposta de valor, os canais e o relacionamento com os clientes?
  7. Atividades-chave
    Que ações a proposta de valor, os canais e o relacionamento com os clientes requerem para levar a empresa ao sucesso?
  8. Parcerias principais
    Quais são os parceiros e fornecedores estratégicos para o sucesso da empresa?
  9. Estrutura de custo
    Quais são os custos fixos e variáveis mais importantes para o funcionamento da empresa?

Estas são apenas algumas das perguntas que podem direcionar o preenchimento do quadro. Olha a cara do Canvas aqui:

“Mas eu não tenho um negócio próprio para aplicar o Canvas e nem posso aplicar na empresa para a qual trabalho. Pra quê isso vai me servir?” Se você não pensa em abrir um negócio nem em um futuro tão-tão distante, ainda assim o Canvas pode ser útil pra você!

Em 2012, Tim Clark, com a colaboração de Alexander Osterwalder & Yves Pigneur e baseado no livro deles, publicou o livro Business Model You – BMY. Em português: O Modelo de Negócios Pessoal.

No Canvas Pessoal, você é o negócio! 

Um modelo de negócio pessoal é a lógica pela qual um indivíduo cria e fornece algo de valor para os clientes – e é pago por isso. Ele segue a mesma estrutura do BMG, porém as perguntas são readequadas para o novo propósito: satisfazer o meu, o seu, o nosso próprio desejo de auxiliar pessoas e ser recompensado por isso. Em função disso, a ordem lógica sugerida do preenchimento muda para:

  1. Recursos
    Quem é você e o que você tem?
  2. Atividades
    O que você faz?
  3. Clientes
    Quem você auxilia?
  4. Proposição de valor
    Como você auxilia seus clientes? Que benefícios e valores oferece a eles?
  5. Canais
    Como acontece a interação com os clientes? Como ou onde você entrega o seu serviço?
  6. Relacionamento
    Como você interage com seus clientes?
  7. Parcerias principais
    Quem oferece apoio na realização do seu trabalho?
  8. Fontes de receita
    O que você ganha (renda, benefícios tangíveis e intangíveis)?
  9. Estrutura de custos
    O que você oferece (tempo, energia, dinheiro) e que despesas tem para realizar seu trabalho?

Depois de montado o seu Canvas, você vai conseguir ter uma visão sistêmica do seu perfil profissional, facilitando a sua autogestão de competências técnicas e características comportamentais para trilhar a sua carreira.

Tanto para o BMG quando para o BMY, vale a definição de um período para uma avaliação do desempenho e implantação de correções, melhorias e atualizações necessárias para a sua contínua evolução.

DICAS

  • Imprima o quadro na maior folha que puder, facilitando a sua visualização
  • Utilize post its coloridos para te ajudar na organização das ideias

 

canvas-post-its

Então, mãos à obra? 🙂

¹Saiba mais sobre o empreendedorismo feminino em:
http://www.empreendedorismorosa.com.br/nossa-historia/
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/empreendedorismo-feminino-aumenta-mais-de-20

http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/03/brasileiras-apostam-no-empreendedorismo-para-vencer-no-mundo-dos-negocios

7 lições que aprendi em 7 anos de trabalho

trabalho-em-equipe

Em 2016 eu completo 7 anos de trabalho e já posso compartilhar algumas lições que aprendi nesse tempo. Se você também já tem um tempo bom de profissão, pode se identificar com algumas dessas situações. Caso você esteja começando, leia tudo e tente aprender com os erros dos outros porque essa é a forma menos dolorida de aprender qualquer coisa nessa vida. Vamos lá!

1. Mesmo trabalhando para os outros, você é um empreendedor

Qualquer pessoa que esteja trabalhando em uma empresa privada não pode se considerar um simples funcionário, daquele tipo que está ali só fazendo o que lhe foi demandado. Além de você estar correndo o risco de perder seu emprego para qualquer um que simplesmente faça dois dedinhos a mais pela empresa, você ainda faz um trabalho pior por não se interessar pelo negócio em que você trabalha e conhecer pouco sobre ele. Quem tem uma postura de empreendedor, que busca saber mais sobre a empresa e sobre o mercado dela, entender como pode ajudar aquele negócio a crescer e de fato tenta se melhorar para isso, acaba se tornando mais necessário para a empresa. Portanto, tente se enxergar menos como funcionário e mais como empreendedor, como um consultor da empresa em que você trabalha e você se tornará um profissional melhor.

im-the-boss-gif-morgan-freeman

2. Aprender algo novo com frequência é essencial

Os comportamentos e as tecnologias estão mudando rápido e você não pode mais se dar ao luxo de fazer mais do mesmo. Vá nessa e você perderá o seu emprego em pouco tempo ou os seus clientes levarão o dinheiro para a concorrência em um piscar de olhos! Quando algo novo começa a ser falado, mesmo como uma realidade distante ainda, já comece a pesquisar sobre o assunto e tentar aprender, pois quando menos se espera, a inovação já chegou tomando o lugar daquilo que você faz hoje.

aprender

3. Vai ter gente te atrapalhando pelo caminho

Ah, o ser humano… Esse bichinho que quer ter muito fazendo pouco! Encontrei alguns desses que estavam dispostos a atrapalhar a minha caminhada. Uma hora ou outra você encontrará alguém que não quer você por perto ou que quer tomar crédito pelo seu trabalho. Então não pense que você é inteligente, tem um diploma e por isso vai ser fácil. Você sempre estará andando em um tapete sendo puxado dos dois lados e tem que ter equilíbrio pra se manter em cima, como nessa brincadeira do programa do Silvio Santos nos anos 90.

4. Cair na zona de conforto (e estagnação) é muito fácil

Em algum momento você se vê em uma empresa ou setor que te deixa confortável. Você está fazendo o que sabe fazer de melhor, está ganhando um salário que te deixa satisfeito no momento e assim os dias vão passando, os anos vão passando e você não vê as mudanças chegando. Um belo dia você se dará conta de que está desatualizado do mercado e precisa levantar a bunda e sair correndo a maratona de São Silvestre pra ontem. E eu te garanto que isso não é bom! Portanto, procure novos desafios de vez em quando, nem que seja realizando um trabalho paralelo no seu tempo livre, criando um pequeno negócio com um amigo ou sempre fazendo cursos novos pra estar em contato com novas pessoas e ideias.

lazy_cat

5. Não confie os seus sonhos profissionais inteiramente ao negócio dos outros

Se você tem um sonho profissional, se quer crescer em uma determinada área e fazer sempre melhor o seu trabalho, não fique esperando que a empresa que você trabalha se alinhe com o seu sonho. Os melhores profissionais têm esse pensamento de ver a empresa crescer graças ao seu trabalho, mas nem sempre o dono e o funcionário acreditam na mesma estratégia de crescimento ou têm os mesmos valores. É bonito acreditar que todos que trabalham no mesmo negócio compartilham os mesmos valores, mas na prática isso não é 100% verdade. Se isso acontece com você, se planeje para mudar logo de empresa ou abra o seu próprio negócio.

tumblr_lnruuly6eQ1qakh43o1_500

6. Trabalhar com quem sabe mais que você é essencial nos primeiros anos de profissão

Mesmo que a proposta salarial seja boa, não vale a pena desperdiçar os primeiros anos de profissão, aqueles em que você precisa aprender o máximo que puder, trabalhando sozinho, sem ter com quem compartilhar as suas ideias e o conhecimento que você adquiriu estudando. Ter contato com quem sabe mais que você, que pode te orientar e fazer as suas ideias evoluírem e virarem realidade é essencial nesse começo, muito mais do que dinheiro. Se você está sozinho no seu setor, acaba se desmotivando mais facilmente, seus parâmetros de qualidade do próprio trabalho caem e começarão a aparecer os problemas decorrentes da solidão profissional. Vão achar que é você que é preguiçoso, que trabalha mal porque não tem concorrência ou coisas do tipo, mas na verdade você está sofrendo de solidão profissional.

XOn3Clj

7. Trabalhar com pessoas que buscam o melhor faz você se manter motivado

Evite o máximo que puder trabalhar com quem gosta de fazer gambiarra ou se conforma em fazer mais do mesmo. Em pouco tempo os clientes vão perceber que a vida dele não está melhorando com o produto ou serviço que a sua empresa vende para ele, as reclamações vão chegar e você se sentirá desmotivado. Os elogios só chegam para quem faz bem feito! Então preserve o seu nome, pois como eu disse no começo desse post, você tem que se ver como empreendedor e seu nome no mercado é valioso pra o seu sucesso no futuro. Junte-se com quem quer fazer direito, bem feito e sempre buscando o novo. O sucesso estará perto desse tipo de profissional!

say my name

E aí, se identificou com alguma dessas lições? Conta pra nós aqui nos comentários!

Técnica x relacionamento: Qual o funcionário ideal?

O post de hoje é breve e objetivo ou, como dizem por aí, curto e grosso. Outro dia escutei um podcast que falava, dentre outras coisas, sobre os profissionais “estrelinhas” das agências de publicidade e lembrei uma lição que aprendi, prática, com uma ex-gerente. Aprendemos juntos, na verdade; eu, ela e equipe. E essa lição vale não só para agências, mas para empresas em geral.

E o que é o profissional estrelinha? É aquele profissional que é muito foda bom, tecnicamente falando, mas tem uma personalidade muito foda difícil de lidar. É aquela pessoa que se sente e se mostra superior, acha que está sempre certa, não recebe bem feedbacks, sua opinião ou seu trabalho é sempre o melhor, muitas vezes não trabalha bem em equipe, etc.

E qual o funcionário ideal para a sua equipe? Ideal, ideal parece ser difícil de achar, até porque a palavra ideal transmite uma ideia de perfeição, que parece utopia, que… Pois bem! Também não vale abrir mão de um profissional tecnicamente bom por um apenas “gente boa”. As empresas precisam de produtividade, óbvio!

equilibrio

É preciso equilíbrio, como tudo na vida. Entre um profissional muito bom tecnicamente e de personalidade difícil e um profissional bom tecnicamente e de bom relacionamento, opte pelo segundo. É muito mais fácil desenvolver mais a técnica do que mudar características pessoais de alguém. A empresa rende muito mais com alguém disposto a crescer e a ajudar a equipe.

Uma contratação é sempre uma aposta. A empresa ou o gestor, mais especificamente, está apostando que aquele novo funcionário trará bons resultados. Mesmo não tendo 100% de certeza que o novo funcionário dará certo, a aposta deve se aproximar disso. Na dúvida, não contrate.

Tempo: quem manda no seu?

O poder da escolha: Mudar e ter sucesso depende apenas de você. Esse é o título do primeiro capítulo do livro A Tríade do Tempo, publicado em 2008 pela editora Sextante. O livro foi escrito por Christian Barbosa, considerado o maior especialista em gestão do tempo no Brasil, e, logo no primeiro tópico, cumpre o papel de nos responsabilizar pela nossa própria vida, ações e resultados.

Responsabilidade

Não vou me prolongar muito sobre detalhes do livro, mas ressalto esse tópico pra compartilhar com vocês a lição mais valiosa que aprendi sobre o tema: Quem manda no MEU tempo sou EU! Continue reading

O que Bob Esponja ensina sobre trabalho

Bob Esponja no trabalho

Bob Esponja é um dos melhores desenhos animados que eu já vi, mas um episódio me chamou atenção pela lição que pode dar sobre trabalho: o Bem vindo ao Balde de Lixo (Welcome to the Chum Bucket). Nesse episódio, o Sr. Sirigueijo, patrão do Bob Esponja no Siri Cascudo, perde o contrato dele no jogo de cartas para o Plâncton, seu concorrente e dono da lanchonete Balde de Lixo.

Uma das características do Bob Esponja, que eu acho interessantíssima para o público do desenho, é amar trabalhar e acordar feliz de manhã por ter que ir ao Siri Cascudo fazer o famoso hambúrguer de siri que ele faz como ninguém. Todo mês, ele é o funcionário do mês. Mas, nesse episódio, ele não tem escolha e terá que trabalhar na lanchonete concorrente.

O seu novo patrão fica muito feliz, pois agora têm o “segredo” do sucesso do concorrente. Essa consciência de que o sucesso da empresa são as pessoas ainda é o que falta em muita empresa de verdade.

Bob Esponja robôApesar de ter o Bob Esponja trabalhando para ele, o Plâncton simplesmente não consegue extrair do novo funcionário o excelente trabalho que ele fazia na empresa concorrente. Todo o estímulo e alegria que o Bob Esponja tinha no Siri Cascudo não acontece no Balde de Lixo e, em tentativas desesperadas, Plâncton o agrada de todas as maneiras: dá comida, diversão, presentes, muda todos os itens da cozinha de lugar… Nada adianta, nem mesmo roubar o cérebro (leia-se “conhecimento”) do Bob Esponja e colocar em um robô. O segredo do sucesso não estava nem mesmo no conhecimento, mas na atitude positiva que o Bob Esponja tinha em relação ao Siri Cascudo, ao seu patrão Sr. Sirigueijo e ao seu colega Lula Molusco.

Bob Esponja e PlânctonSem entender o que acontecia com Bob Esponja, Plâncton se irrita e diz: “Mas eu não entendo. Você tem a chapa, a espátula e a cadeira confortável. E eu limpei os seus pés!”. E, então, numa das cenas que eu mais gosto do episódio, Bob Esponja vê o luminoso da cozinha do Balde de Lixo e com uma expressão triste diz: “O luminoso diz ‘cozinha’, mas meu coração diz ‘prisão’.”

Então, como o Sr. Sirigueijo consegue fazer do Bob Esponja o segredo do seu sucesso mesmo sendo tão pão duro? Para quem assiste o desenho, é fácil responder: o segredo está no patrão que valoriza o funcionário e reconhece que precisa dele para ter sucesso, mesmo sem pagar um salário alto e dar mil vantagens.

Às vezes, uma empresa pode perder seu melhor funcionário pelo simples fato de não ouvi-lo e de não fazê-lo sentir que suas ideias e opiniões têm valor. O dinheiro é muito importante, mas, para os seus melhores colaboradores, ele pode estar em segundo lugar.

O tempo não para. Não para, não para, não para não

Minha primeira publicação para esse blog me fez, mais uma vez, refletir sobre o tempo. O meu tempo, no caso, que é o único que eu posso administrar e: NOSSA! Como eu falho nessa tarefa! Para começar a desenvolver esse pensamento, deixa eu te confessar uma coisa: Essa publicação está atrasada há pelo menos uma semana. Quer saber por quê? Eu te dou três motivos…sentaquelavem

  1. No começo do ano, mudei de emprego e, workaholic como eu sou, minha atenção tem sido bastante concentrada nesse novo desafio;
  2. Para compensar os dias de Carnaval¹, precisei fazer crédito no meu banco de horas, trabalhando 10 horas por dia. Cara, eu fiquei cansada!
  3. Eu simplesmente não dei prioridade a esse projeto e as duas primeiras justificativas, na verdade, são desculpas.

É isso, shame on me! A verdade é que, como disse meu professor de Gestão do Tempo, “não dá pra fazer tudo, mas dá pra fazer tudo que é importante”. Nunca vou esquecer essa frase e penso nela como um mantra pessoal, sabe por quê? Porque a gente sempre tem mais coisas para fazer do que é realmente possível dar conta, sejam coisas que nos foram designadas ou que realmente desejamos realizar.

Hermione e Harry usando o vira tempo no terceiro filme da saga.

Hermione e Harry usando o vira tempo no terceiro filme da saga.

Temos tanto para fazer e tanta vontade de dar conta que criamos a ilusão de que vai dar tempo. Adivinha, não vai! Não adianta, cara, o vira tempo é uma ferramenta fictícia. O jeito é aceitar a realidade e ela já cansou de mostrar que você só vai conseguir realizar as atividades para as quais der prioridade. Ou seja, o que você fizer primeiro (supostamente o que considera mais importante) será feito; O que você deixar pra depois vai se transformar em uma bola de neve que você pode apelidar carinhosamente de Frustração. Abra mão dessas coisas, ok?

A dica aqui é que você avalie o que é realmente importante pra você e dê atenção a essas coisas primeiro. O que não for importante, pode ser feito depois ou por outras pessoas. Gestão do Tempo é uma das fontes da qualidade de vida e eu pretendo escrever sobre isso muitas vezes. Por enquanto, te deixo com o trecho de um treinamento sobre foco da Franklin Covey. Ele fala exatamente sobre prioridades e vale a pena ser assistido.

Fica com a gente aqui na calçada e vamos bater um papo sobre Gestão do Tempo mais vezes!


¹ O Carnaval é ponto facultativo. Isso significa que, de acordo com o art. 2º da CLT, os empregadores têm liberdade de optar ou não pela folga remunerada de seus colaboradores.

Mudança na carreira: Até Bruce Dickinson duvidou do próprio potencial

Bruce Dickinson do Iron Maiden

A falta de confiança e de ousadia para tentar construir uma nova carreira profissional pode acontecer com qualquer um, até mesmo com aqueles que já conseguiram enorme sucesso. Quem diria que Bruce Dickinson – vocalista de uma das maiores bandas de heavy metal do mundo, o Iron Maiden – se achava estúpido demais para pilotar um avião?

Mesmo gostando de aviões desde a infância, o vocalista achava que devia continuar focado em seu sucesso como rock star em vez de se aventurar por outros ares. Hoje, ele é piloto profissional da companhia Astraeus Airlines e pilota um Boeing 757 fretado nas turnês do Iron Maiden, levando toda a banda e equipamentos dos shows.

Confira a entrevista dele feita no Brasil em 2011 durante uma visita ao Museu TAM.

Buscar novas experiências, conversar com profissionais de áreas relacionadas à sua ou de áreas totalmente diferentes, fazer cursos de línguas, música… Nunca é tarde para experimentar tudo que puder e fazer uma mudança radical na carreira. Ou quem sabe ter duas carreiras, como Bruce Dickinson!

Dia do Publicitário

Hoje, 1º de fevereiro, é o Dia do Publicitário e não podia deixar esta data passar em branco, já que temos duas publicitárias aqui no blog \o/\o/

john-travolta-word

Eu, particularmente, tive bastante dúvida no momento de escolher o curso na inscrição do vestibular. Pensei em Educação Física, Letras, Jornalismo… e acabei marcando o fatídico 12B na inscrição da UFC (código do curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda na Universidade Federal do Ceará). Em paralelo, fiz prova para Administração na UECE (Universidade Estadual do Ceará) e Turismo no IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará). Como já havia sido aprovada em Publicidade e Administração, acabei desistindo da segunda etapa do vestibular de Turismo, mas tive que optar por um dos dois cursos em que havia sido aprovada, já que não podia ocupar duas vagas públicas no mesmo semestre. Aí vocês já sabem qual foi minha escolha, claro! Publicidade na veia \m/

Com a Lahisla, foi bem diferente. Ela conta, aqui na página Quem Somos, que decidiu bem cedo que queria ser publicitária.

Ao ingressar na faculdade e principalmente no mercado de trabalho, percebemos que nem tudo é um mar de rosas. Ou de criatividade. É bem verdade que essa profissão, assim como tantas outras, é subestimada. Rotineiramente somos “substituídos” pelo “sobrinho” do cliente e estamos sujeitos à subjetividade e bom senso dele para aprovar o que construímos com base em estudos e experiências.

ficou-bom-mas-falta-aquele-tcham

Às vezes é frustante, não vou mentir. Bate aquele devaneio hipotético: “e se eu tivesse feito outro curso?”. No meu caso, busco conhecimento complementar na área da Administração para preencher esse – digamos – vazio. No mais, seguimos aquela máxima que diz: “a gente se f***, mas se diverte”. Não há alegria maior para um publicitário do que ter seu job aprovado!

job-aprovado-criancas-japonesas

Há, sim: a de ter seu trabalho devidamente reconhecido :’) E dizem que não tem muito segredo para chegar ao sucesso: tem que gostar do que faz e dedicar-se. Então, se você gosta da profissão que escolheu, mergulhe fundo na segunda etapa 😀

“Uns sonham com o sucesso, nós acordamos cedo e trabalhamos duro para consegui-lo” – Abílio Diniz.