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Amores platônicos – Quem nunca?

Você lembra do seu primeiro relacionamento amoroso? Eu não estou falando do seu primeiro beijo ou namoradinho(a) da escola. O nosso primeiro relacionamento geralmente é um grande e inabalável amor platônico por algum ídolo.

Até os meus 9 anos de idade, eu namorava com o Zac Hanson, aquele mini baterista fofíssimo da banda Hanson, mas ele não sabia disso, óbvio. Não podia passar um clipe na TV que já tentava ver tudo sem piscar os olhos, gravava em fita VHS (#alertadevelhice) todos os programas dos quais ele participava e via em looping infinito depois, comprava revistas que tinha fotos dele, usava a Internet pra baixar fotos e gravar em vários e vários disquetes (#alertadevelhice2) e sabia absolutamente tudo sobre ele, até que ele amava comer jujubas. Eu comecei a comer jujubas por causa disso, porque até então era o doce que eu desprezava em todas as festinhas infantis.

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Aos meus 10 anos, o filme Titanic estreou e o Leonardo Dicaprio aconteceu na minha vida. E na vida de 10 entre 10 meninas da minha idade! Vi esse filme pelo menos 3 vezes no cinema, comprei os 2 VHS do filme (sim, era dividido em duas partes) e tudo mais que eu sempre fazia ao entrar em outro relacionamento como esse.

Com 13 anos, eu conheci o Axl Rose no clipe de Sweet Child O’Mine e ele foi o homem da minha vida. Mesmo Guns N’Roses não estando mais no auge, eu alimentava o meu amor platônico por ele com muitas e muitas fotos, músicas e clipes. E como foi decepcionante ver ele no Rock in Rio 3, gordo, desafinado e apenas suando feito um suíno.

E como era bom! Mesmo que muitos pensem que é ruim ter qualquer tipo de amor platônico, eu digo que, na infância e na adolescência, isso é maravilhoso e faz a gente refletir sobre os nossos relacionamentos depois de adultas. Vou te dizer o porquê:

1) Nossos amores de infância sempre são apenas lindos. OK, eles podem ser excelentes cantores, atores e tudo mais, porém nosso amor se baseava principalmente na beleza deles. Quando a gente cresce, percebe que existem muitos outros pontos, antes da beleza, que contam para a gente amar alguém, como companheirismo, interesses em comum, planos de vida parecidos etc. Quem não percebe isso nem depois de adulta e continua procurando apenas os “gatinhos” provavelmente vai entrar e sair de vários relacionamentos que não darão certo.

2) Quando crescemos, percebemos que nossos amores platônicos só são perfeitos porque estão distantes de nós. Mesmo sabendo tudo sobre eles (da comida favorita ao tamanho do sapato), não sabemos como são a personalidade e os hábitos deles na intimidade. Então, se você não aprendeu ainda, aprenda uma lição: as pessoas que estão mais perto de nós são as que têm mais chance de nos decepcionar em algum momento. Namoro e casamento se constroem com amor, renúncia e perdão quando necessário.

Hoje eu e as outras duas garotas na calçada somos adultas, nos aproximamos dos 30 anos (cof cof), temos ou procuramos relacionamentos reais e… continuamos com alguns amores imaginários, porque  ninguém é de ferro! A diferença é que temos plena consciência da realidade que falamos acima.

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Eu e o Bruno Mars, por exemplo, poderíamos ser um par perfeito. A Zilma e o Adam Levine; a Carol e o Jensen Ackles também! E assim seguimos exercitando a nossa imaginação amorosa. E você? Conta pra gente qual o seu amor imaginário! <3

 

As mulheres do seriado The Good Wife

Hoje, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher e nada mais justo do que falar delas. De nós, na verdade! A luta por igualdade social, política e econômica entre os sexos não é de hoje, mas vem se intensificando e ganhando mais força nos últimos anos. Atrizes, cantoras, escritoras e outras personalidades femininas fazem coro ao movimento do feminismo.

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Seja na vida real ou na ficção, temos muitas mulheres que são fontes de inspiração. Hoje eu resolvi falar de duas personagem específicas de um seriado, que considero muito emblemáticas:

Alicia Florrick, protagonista do seriado The Good Wife

No seriado que está em sua última temporada (já sofro com este fim próximo!), a Juliana Marguiles construiu uma personagem que saiu da fragilidade para o empoderamento – a palavra da vez. Como o nome do próprio seriado sugere, Alicia é a boa esposa. A história dela começa com um grande escândalo sobre corrupção e traição (diveeeersas, na verdade) do seu marido, o Procurador Peter Florrick. Dá pra imaginar que a soma de escândalo político mais escândalo sexual é um verdadeiro desastre, né?

Alicia havia largado a carreira de advogada para cuidar da família e, depois de 13 anos de dedicação ao lar e apoio à carreira do marido, viu-se perdida no meio de uma invasão de privacidade por parte da imprensa, olhares tortos das vizinhas e uma única certeza: não saber o que fazer.

Depois de perder da casa à dignidade, Alicia resolve recomeçar. Do começo. E bate em todas as portas de escritórios de advocacia até conseguir um emprego de cargo Júnior na empresa de um antigo colega de curso e, a partir daí, reconstruir a carreira e a vida pessoal.

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Entre altos e baixos da trama, o que Alicia nos ensina? O valor da (re)descoberta e da superação. Se (re)descubra como profissional, como mãe, como mulher, se redescubra todos os dias e em todos os aspectos possíveis, se preciso for. Alicia se redescobriu inteligente, capaz, sexy, divertida, responsável, dona de si. E tudo bem se um dia não for bem: uma taça de vinho, uma noite de sono e recomece amanhã novamente.

Kalinda Sharma, a coadjuvante

Outra personagem de destaque no seriado é Kalinda, a investigadora que trabalha com Alicia. Kalinda, interpretada por Archie Panjabi, é a figura da mulher segura e bem resolvida. Ponto final.

Mas se engana quem não acompanhou o seriado e pensa que ela sempre foi assim: Kalinda também tem na sua história camadas de um passado não tão feliz, do qual ela consegue se libertar. E é essa liberdade que ela transmite. Liberdade de ser o que quer, do jeito que quer, na hora que quer, com a companhia de quem quer. Sem rótulos, sem amarras. Simples assim.

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Essas e muitas outras mulheres me fazem refletir sobre a força e o poder que muitas vezes deixamos escondidinho lá no fundo do nosso ser. Poder que devemos resgatar e nos apropriar diariamente. Mais do que desejar um Feliz Dia Internacional da Mulher, desejo que nós mulheres possamos nos descobrir, redescobrir e termos a liberdade e o poder de ser quem, no fundo, já somos.

Quer teclar? Sobre relacionamentos virtuais

Aos 14 anos, esperava ansiosamente pelo sábado, quando, a partir das 14 horas, eu poderia acessar a internet pelo computador do meu primo mais velho. Sinto uma enorme nostalgia ao lembrar o som de acesso à internet discada. Depois de conectada, na companhia de uma prima ainda mais nova que eu, abria o mIRC e esperava que alguém iniciasse uma conversa privada.

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Depois das perguntas básicas, nome e idade, nós contávamos coisas como onde estudávamos, em que bairro morávamos, chegamos até a bater fotos pra colocar na rede. Hoje fico feliz pelo fato de que nós mentíamos pra caramba nesses chats! Já pensou o perigo?! Nessa época, eu desconhecia a palavra pedofilia e ainda nem tinha beijado na boca.

Depois do mIRC, minhas conversas virtuais passaram para as janelas de MSN, já no meu próprio computador, com pessoas que eu conhecia, depois de já ter beijado na boca, mas ainda com internet discada. Quantas vezes teclei madrugada a dentro com o paquera da faculdade? Quantas DR’s tive com meu primeiro namorado naquela janelinha azul? Mas o MSN, como quase tudo que é bom, veio e se foi.

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Coloquei banda larga em casa, terminei com meu primeiro namorado, terminei com meu segundo namorado e há mais de três anos estou solteira nessa vida bandida. De lá pra cá, os smartphones tomaram conta da minha experiência online. Passo o dia inteiro com o celular a uma distância segura, acompanhando as notificações com atenção. E foi no meu smartphone que, em 2015, eu resolvi instalar o Tinder!

Existe relacionamento no Tinder

Logo quando o Tinder virou febre, eu não me interessei em baixar o aplicativo, na verdade, sou uma retardatária na corrida pelos matches. Simplesmente achei que não combinava comigo. Um dos meus melhores amigos passava horas no app e, em um dos nossos encontros, ele me deixou dar uma olhada e ajudá-lo a distribuir likes e dislikes. Depois disso, confesso que fiquei intrigada com o aplicativo, mas complemento a confissão com o fato de que decidi não baixa-lo por morrer de vergonha do que as pessoas (o amigo recentemente citado, por exemplo) iriam pensar e falar.

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Ano passado, liguei o foda-se e baixei o Tinder, mas o nosso relacionamento não tem sido fácil desde então. Na minha primeira conta do Tinder (porque eu já tive umas quatro), conheci um rapaz do Rio de Janeiro que estava morando no Ceará em uma temporada a trabalho. Nossa, como eu pensei que tinha encontrado minha alma gêmea! Sério, gente, não ri! HAHAHA. Ok, pode rir, até eu acho graça das minhas histórias…

Mas voltando para a minha alma gêmea, depois da troca de mensagens no chat do aplicativo, começamos a nos falar por whatsapp (onde todos os relacionamentos se desenvolvem atualmente) e, um belo dia, nos conhecemos. Ele não era minha alma gêmea! Nem o segundo… Muito menos os que vinham com conversas escalafobéticas (sempre quis usar essa palavra oficialmente), cujo teor eu manterei em sigilo mas aposto que você já imagina.

Nem tudo está perdido

Não tive apenas experiências ruins com o Tinder. Sabe aquele crush para quem você sempre quis se declarar? Pois é, o meu estava lá e deu match! Não uma, mas três vezes. Agora adivinha o desfecho dessa história de (des)amor… Ela não deu em nada! Continuo com a mesma paixonite aguda e completamente platônica.

Mas, assim como Terezinha, o terceiro e o último rapaz que conheci no Tinder foi aquele que poderia ter rendido uma história bacana. Ao contrário do primeiro, eu achei ele um chato de galochas, até que a gente se conheceu e eu pude descobrir que ele é uma pessoa adorável (outra palavra que sempre quis usar oficialmente). Você deve ter percebido pelo “poderia ter rendido uma história bacana”, que não rendeu! Mas nem tudo é perfeito, concorda?

O fim do Tinder

A primeira vez que excluí o aplicativo

Dei um superlike (quando a pessoa pode ver que você curtiu o perfil dela) em um conhecido SUPER sem querer! Exclui o aplicativo na hora do desespero e, logo depois, fiz uma nova conta para saber se começava do zero. Começa!

A segunda vez que excluí o Tinder

Estava conversando com duas pessoas, já no whatsapp, e eles sumiram do mapa. Fiquei PUTA! Excluí essa baixaria.

A terceira vez que excluí o Tinder

Meu crush já estava me ignorando pela terceira vez e eu comecei a reforçar a ideia de que esse tipo de ferramenta não é adequada para mim.

A quarta vez que excluí o app

É, não é pra mim. Excluí e ainda não voltei. #rehab

Moral dessa história

Eu tenho certeza que é possível encontrar gente bacana no Tinder (basta saber que eu e meu crush estávamos lá), mas a maioria dos caras que conheci não queriam o mesmo que eu, ou simplesmente não combinavam comigo. Cada caso é um caso, né? Sei de gente que namora o match do Tinder, gente que casou com o match do Tinder! Então, se você tiver vontade de baixar o aplicativo, ligue o foda-se e baixe mesmo! E se não gostar, exclui a conta, amiga! É super fácil! De uma forma ou de outra, tomara que você tenha muitos matches, conheça muita gente interessante, converse, beije na boca, faça coisas escalafobéticas, enfim, o que você estiver afim de conseguir por lá.

Pra terminar esse post que já está bem longo, fica aqui um conto de fadas dos tempos do Tinder.

Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima

Não acredito que alguém possa ser feliz o dia todo, todo dia. Deve ser humanamente impossível. É claro que existem pessoas com mais facilidade de levar um vida leve, que já acordam de bom humor e não se deixam abater por qualquer ligação irritante de 20 minutos com a operadora de celular.

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Judiiiiiiiiiite…

Em algum momento, nem que seja por minutos, temos nossos devaneios, tristezas, irritações, alguma coisa que nos tira do eixo. Eu me entrego: sou do time que oscila bastante o humor. Praticamente uma montanha russa de emoções.

Vivi uma sequência de acontecimentos que me tiraram a tranquilidade nos últimos dias: a Judite me deixou sem 3G por 5 dias e, a cada ligação, me dava uma informação diferente; aquele aplicativo de streaming de filmes, séries etc que a gente não vive mais sem não está salvando minhas configurações; o ferro de passar quebrou e por aí vai. Parece que os mundos eletroeletrônico e digital simplesmente se uniram contra mim. #dramaqueen

Ainda ontem não estava bem, mas fui dormir com o objetivo e a promessa de acordar bem hoje. E é por isso que estou aqui: pra contar pra vocês que consegui levantar mais cedo (me parabenizem!), olhar no espelho e dizer a mim mesma que hoje ia ser um ótimo dia. Me maquiei, vesti minha capa de superpoderes jaqueta e me dei carta branca para me sentir aquela diva-de-comercial-com-trilha-sonora-perfeita por um dia. Segura e dona de si.

A vida é assim mesmo: cheia de altos e baixos, avanços e paradas. O importante não é nunca cair, mas levantar sempre que cair. E cada um tem seu método de levantar: pode ser uma simples maquiagem, uma corrida para liberar as tensões, uma cervejinha com os amigos. Descubra o que te devolve o bem-estar e use essa arma sempre que precisar levantar o ânimo 🙂

proverbio-cair-sete-levantar-oito

“Caia sete vezes, levante oito.”

Dia dos Namorados importado

O Dia de São Valentim, ou Valentine’s Day, ou Dia dos Namorados (em alguns países, mas não no nosso) está chegando ao fim e eu continuo cheia de amor para compartilhar com vocês. A verdade é que, solteira há mais de três anos, já fui um tanto quanto muito amargurada com todas as datas alusivas à celebração do amor romântico, mas, de um tempo para cá, minha reação às melosas declarações de amor dos meus amigos e conhecidos aos seus pares tem sido a mais positiva. Fico cheia de amor também!

Embora no Brasil o Dia dos Namorados seja celebrado em 12 de junho (véspera do Dia de Santo Antônio, o casamenteiro), tenho a impressão que o Valentine’s Day está, aos poucos, chegando às terras canarinhas. Hoje, por exemplo, o Instagram de várias marcas trazia publicações alusivas à data.

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Talvez essa seja uma estratégia de marketing, assim como foi a “criação do 12 de junho”. Afinal, o Dia dos Namorados Brasileiro surgiu, provavelmente, da ideia do publicitário João Doria, que trouxe o exemplo dos EUA e apresentou aos comerciantes paulistas. Desculpas para vender nunca são demais, né?! A data chegou, se espalhou e foi um sucesso! Ou vai me dizer que você não comemora o Dia dos Namorados, compra e ganha presentes do Mozão?

O fato é que, se eu administrasse uma marca, usaria e abusaria do Valentine’s Day. Acho o amor o sentimento mais apelativo do mercado e essa não seria a primeira data importada dos States. Que tal a ideia de comemorar o Dia dos Namorados duas vezes por ano?

Para as solteiras

Uma dose dupla de celebração do amor entre os casais pode ser a última coisa que você quer ver, na vida e nas mídias, mas não adianta fingir que os casais não estão por aí esfregando a felicidade na nossa cara em todos os lugares! Não feche os olhos. Melhor aceitar a felicidades alheia e estar de olhos abertos, disponível, com a autoestima lá em cima e um sorriso (e um batom mara) nos lábios para quando a sua felicidade chegar!

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