Author: Zilma Bezerra (page 1 of 2)

Assédio de quinta

Quem de nós, mulheres, nunca sofreu um assédio ao longo da vida? Se você levantou seu dedo aí atrás dessa tela, me conta em que mundo você vive!

Ontem, quinta-feira, saí com a Carol para o que pode se chamar de “a melhor baladinha da cidade”: música boa (vou pular a parte de que o tributo não foi bem um tributo, porque não vem ao caso), cerveja gelada, gente bonita e… ops! Infelizmente, na melhor baladinha não existem apenas as “melhores pessoas”, bacanas, educadas, respeitosas, de bom senso e coisa e tal.

No meio da noite, um rapaz vem em minha direção e rapidamente me puxa pela nuca, aproximando meu rosto do dele, em busca de um beijo. Mas que cultura escrota é essa que colocou na cabeça de gente como ele que é assim que se deve tratar uma mulher?

A minha vontade era de reagir com um tabefe, juro pra vocês. Mas juro também que minhas reações são meio retardatárias e me dão tempo para refletir – ou o processo é o inverso. O fato é que minha mão não estalou na face dele, mas consegui nocauteá-lo com um “não é assim que se conquista uma mulher”. NÃO É, RAPAZES.

Aí a gente – a maioria das mulheres – se condiciona a dizer que “não foi nada”, “é besteira”! Mentira. Não mintam pra vocês. Não se enganem e nem se deixem ser enganadas. É assédio, sim.

Passado

Eu já me arrependi por ter engavetado o pior assédio que sofri. Imagina uma garota de seus 20 anos aproximadamente, no início da sua carreira profissional, num de seus primeiros estágios, que foi agarrada e beijada a força pelo dono da empresa dentro de um carro? Era eu.

Esse ser asqueroso merecia um processo, mas há cerca de 10 anos fingi que não tinha sido nada. Pela inocência, pela inexperiência, pela vergonha. E foram tantos outros assédios até que eu pudesse aprender a, pelo menos, abrir a boca.

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Hoje o recado é simples, objetivo, direto. Deixo aqui mais uma das inúmeras histórias sobre assédio nessa imensidão da internet, para somar minha voz a de Su Tonani, Magdalena Gorka, Amanda White, Zilmas, Carolinas, Lahislas, Marias e Joanas… até que nosso coro cale a voz do machismo e da cultura de estupro.

#chegadeassédio

30 dias para os 30

Há 29 anos e 335 dias, nasci. Era uma quarta-feira. Não que eu lembre! O calendário – digital, claro – ajuda.

5 meses de fofura e beleza.

Gosto da data, mesmo que ela não tenha me permitido comemorar com os coleguinhas da escola. Era sempre férias. Nascer duas semanas depois do Natal e uma semana depois do Réveillon é uma ótima desculpa para os familiares darem apenas um presente ao invés de dois, mas sinceramente nem lembro se economizaram muito nos presentes.

Gosto do signo também. Dizem as más línguas que capricornianos são ambiciosos. Mas quem é que não quer uma vida melhor? E esse coração de gelo que pintam é mentira, viu? Amamos até demais, é que preferimos nos proteger das incertezas e inseguranças às vezes. Só digo que vale a pena conhecer as virtudes dos capricas.

Daqui a 30 dias, chego à marca dos 30, marcados pela relatividade do tempo que todos nós conhecemos.

LINHA DO TEMPO

Aos 10, o tempo parecia lento e os sonhos eram tímidos: ganhar um brinquedo, terminar os estudos (ainda não sabia que isso era pra sempre!), ganhar mais um LP ou sandália da rainha dos baixinhos. Tinha certa pressa de chegar aos 20, digamos. Mas só depois de passada a infância é que nos damos conta que deveríamos tê-la dado mais valor e tê-la saboreado nesse ritmo lento mesmo.

Aos 20, olhava para o passado já saudosa, mas a ansiedade pelos 30 era maior. Afinal, era apenas o começo da vida adulta. E ela já era corrida! Os sonhos? Mais audaciosos. A formatura estava por vir e o trabalho já era rotina. Queria, agora, colher os frutos do meu próprio suor: carro próprio, viagens, alguns bens materiais.

Chegando aos 30, mais tantos sonhos realizados: algumas viagens na conta, algumas tatuagens, algumas corridas e danças também. Outros tantos ainda por realizar! Essa conta só aumenta. A cada sonho realizado, almejamos dois novos. Pior que juros de financiamento. Será possível sair deste plano com a conta quitada?

Por outro lado, menos vida, matematicamente falando. Algumas rugas na testa, algumas desilusões, algumas cirurgias também. Duas, mais precisamente. Nenhuma plástica até agora, vejam só! Mas, incrivelmente, sentindo-me mais bonita que aos 15. Mais vitalidade. A matemática da vida realmente é confusa.

de-repente-30

De Repente 30 (Filme)

CONTAGEM REGRESSIVA

Ao logo desse caminho todo, me apeguei a signo, números e crenças. Daqui a 30 dias, completarei 30 anos, no dia 7/1/17, no sétimo dia da semana. Quero estar neste sábado com uns 30 amigos, às 17h, para combinar. Vamos ver o pôr do sol. Sunset, para rimar.

Faltam 30 dias. E a vida toda pela frente.

[TRILHA SONORA DE HOJE]

#30diasparaos30

Séries de Novembro

Novembro foi bem doce pra mim quando o assunto é SÉRIES. Melhor vício hobby já inventado pela humanidade, concordam? Eu sou do time de maratoneiros assumidos.

O fato é que novembro foi um mês bem corrido, mas o saldo de séries assistidas me surpreendeu e eu vou compartilhar aqui um resumo das minhas impressões sobre as séries vistas durante esse mês!

SÉRIES COMPLETAS

  1. The Get Down (1 temporada, 6 episódios)
    Primeira série do mês. São apenas 6 episódios com duração média de 1h. Por um lado, a série me surpreendeu com a variedade de temáticas abordadas além da principal: política, grafite, outros estilos musicais (inclusive gospel) e diversidade sexual, que foi abordada natural e delicadamente.  O Jaden Smith arrasou muito na atuação. ? Por outro lado, como fui com sede demais ao pote, esperava mais da série. Não sei explicar exatamente o quê. Gostei bastante, mas a minha sensação é que faltou um temperinho. Nota 8,5.

                                             the-get-down

  2. Black Mirror (3 temporadas, 13 episódios)
    MEU POVO, QUE SÉRIE É ESSA? ? ? O primeiro episódio é de dar náuseas e, assim como outros, retrata bem a realidade na qual estamos inseridos. Não sobre o ponto de vista do avanço tecnológico meio The Jetsons – ainda, mas do que a humanidade tem de mais cruel e podre dentro de si. A maldade, o egoísmo, a ganância e por aí vai. Como a série conta uma história a cada episódio, eles não seguem um padrão muito rígido de duração; variam de 40 a 90min.  Estes são os preferidos, com breves comentários (evitando soltar spoiler pra quem ainda não viu):

    • The Entire History of You (1ª temporada)
      Esse do gif abaixo, cujo tema gira em torno de traição. Suas memórias todas são registradas em um dispositivo e podem ser acessadas e vistas facilmente, inclusive, por terceiros. Imaginou a treta?
    • White Bear (2ª temporada)
      Além da crueldade “justificada” pela justiça, o episódio grita sobre a espetacularização da vida através das telas de smartphone e a consequente inércia humana que isso tem causado.
    • Hated in the Nation (3ª temporada)
      Até onde o ódio espalhado nas redes sociais vai nos levar? A mesma “maldade pela maldade” potencialidade pelo mundo virtual que também é vista nos episódios The National Anthem (1ª) e  Shut Up and Dance (3ª).Nota 9,8 só porque achei San Junipero (3ª) o episódio mais morgadinho e destoante dos demais e Fifteen Million Merits (1ª) o mais chatinho.

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      The Entire History of You

  3. Master of None (1 temporada, 10 episódios)
    Série leve e divertida sobre a vida comum de um jovem-adulto-descendente-de-indiano em Nova York, em episódios curtinhos (30min).  Eu diria que a série é despretensiosamente muito boa, abordando diversos temas do cotidiano que vão de camisinha rasgada no primeiro encontro a direitos dos idosos. Tudo isso em paralelo aos desafios profissionais e pessoais enfrentados por ele, do mesmo jeitinho que acontece com a gente. Um outro fato que me chamou a atenção sobre a série é que ela foi criada, produzida e protagonizada por Aziz Ansari. Virei fã ?. Nota 9.

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  4. Stranger Things (1 temporada, 8 episódios)
    Evitei um pouco essa série devido a todo o furor que ela causou na internet, assim como evitei GoT até hoje. ? Mas dei uma chance a ela bem mais rápido que a GoT, obviamente. A memória curta não me permitiu ver claramente as referências dos anos 80 (a atmosfera é óbvia!),  mas isso não impediu que a série caísse no meu gosto. Adoro produções juvenis (YA) e a combinação de suspense, ficção científica e drama é maravilhosa.  Os episódios tem duração média de 50min. Aplausos para a atuação de  Winona Ryder e, claro, Millie Bobby Brown. Nota 9.

                                                                 stranger-things

SÉRIES VISTAS PARCIALMENTE

Além das séries acima, das quais vi todos os episódios disponíveis, vi ainda em novembro:

  1. Unbreakable Kimmy Schmidt
    A série tem 2 temporadas de 13 episódios cada. Vi os 3 últimos da segunda temporada em novembro. Comédia leve, naquele estilo bem pastelão-americano, em episódios de aproximadamente 30min. Na minha opinião, o personagem Titus brilha mais que a própria Kimmy e, possivelmente foi ele que me prendeu à série. A Kimmy é mais bobona, característica imposta pela própria narrativa na qual está inserida. Nota 7,5.
  2. Designated Survivor
    A primeira temporada foi lançada recentemente na TV e a Netflix está adicionando os episódios um a um. Apesar de não gostar muito da política na vida real, o tema me fisgou na série House of Cards e acabei gostando muito de Designated Survivor também. Nela,  Tanto que não aguentei a “demora” da Netflix, que ainda está no quarto episódio, e já baixei e vi até o sétimo. Ansiosa pelo desfecho da história. Até agora, nota 9.
  3. Reign
    É uma série de ficção histórica beeem YA, talvez mais que Stranger Things. Foram lançadas 3 temporadas desde 2013 (as duas primeiras com 22 episódios e a terceira com 18) e a próxima está prevista para 2017. Em 3 dias, já na reta final do mês, vi 12 episódios da trama juvenil ambientada no século XVI. Romances, figurino e trilha sonora foram feitos para atingir o público jovem. Já ouvi dizer que o nível cai bastante na terceira temporada, mas até agora estou envolvida. Então, por enquanto, nota 8,5.
  4. Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.
    Mais uma série em andamento. Estou acompanhando a quarta temporada e vi os dois episódios que saíram em Novembro (6º e 7º). Não é uma das melhores produções da Marvel, mas eu também não sou muito exigente quando gosto da temática. E confesso que sou marvelmaníaca! ? A temporada atual conta com a presença do motoqueiro fantasma: latino, sombrio e sedutor. ¡Me gusta! Entre os altos e baixos e plot twits, nota 8,5.
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    E assim foi o meu mês de Novembro! UFA! ? Acompanha alguma dessas séries? Deixa sua opinião ou comentário pra gente bater um papo!

Sim, sou feliz fazendo dieta

Existe um meme que circula por esse mundão da internet que diz assim: “ou você é feliz ou faz dieta”. Concordo que comer é um dos maiores prazeres da vida, mas acredito que a autoestima é crucial para a felicidade. É preciso amor próprio.

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Se você é feliz com o corpo que tem e comendo o que deseja, você deve fazer parte da minoria da população, segundo minhas estatísticas de achismo! Ouço, praticamente todos os dias, pessoas dizerem que não estão felizes com o seu corpo. E eu me incluía nesse grupo num certo período entre 2013 e 2015. Tinha chegado a um peso que meu corpo nunca tinha conhecido e isso estava me incomodando muito. Mas reclamar, reclamar e não fazer nada a respeito não adianta, né? “Um belo dia resolvi mudar”, como diria Rita Lee.

O primeiro passo foi tentar praticar corrida, ainda que sem ajuda profissional. Era uma atividade que já tinha tentado iniciar várias vezes, mas sempre desistia por algum motivo que camuflava a preguiça. Em agosto de 2015, comecei a tomar mais gosto pela corrida quando participei da minha primeira corrida de rua, proporcionada pela empresa na qual trabalho. Em outubro do mesmo ano, entrei na academia. Acho que esse foi o passo mais decisivo. Passei a frequentar a academia praticamente todos os dias, inclusive domingos e feriados (coisas que a Smart Fit nos proporciona!). Simultaneamente, comecei, por conta própria, uma discreta reeducação alimentar.

Com esse combo academia e alimentação saudável (ou menos porquinha!), cheguei em janeiro deste ano (2016) com praticamente todos os quilos indesejados perdidos. 😀 A vontade de continuar nesse novo estilo de vida só crescia. No mês seguinte, comecei mais duas atividades: sapateado e corrida, esta de forma regular e com acompanhamento profissional, da assessoria Hapvida +1K. E, pasmem, ambas GRATUITAS. Quando a gente tem um objetivo claro, desejo e determinação para alcançá-lo, caminhos não faltam!

Gente, preciso compartilhar com vocês: comecei a me ver com outros olhos no espelho. E comecei a amar isso! <3

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Emocionada :~)

O mais recente passo que dei nesse processo, que deveria ou poderia ter sido um dos primeiros, foi agendar uma consulta com Nutricionista. A primeira consulta foi em julho – comecei a dieta no meio das minhas férias – e, nos primeiros 45 dias, consegui substituir 4% de gordura por massa magra na composição corporal. Imagina o tamanho da felicidade?

A rotina é difícil? Sim, não vou mentir. Acordo cedo de segunda a sábado, ando pra cima e baixo com minha lancheira, faço atividades todos os dias – às vezes duas por dia, chego em casa cansada e ainda tenho que arrumar tudo para o outro dia. Mas sabe o que é mais impressionante? É a capacidade das pessoas não apenas notarem a mudança, mas fazerem comentários desnecessários sobre uma decisão que EU tomei.

– “Nossa, você ‘tá’ magra demais. Come mais.”

– “Já ‘tá’ tão magrinha. Quer sumir?”

– “Dieta pra quê, se ‘vamo’ ‘tudo’ morrer?”

(…)

olhos-revirando

Eu não cheguei ao ponto de abdicar da pizza ou cervejinha com amigos. Também não julgo quem decide por abdicar ou quem come o que quer, se assim julgar melhor. Descobri que o segredo da minha autoestima e felicidade HOJE está no equilíbrio. No final das contas, além da saúde, o que importa é a autoestima. Então, SIM, SOU FELIZ FAZENDO DIETA. E muitas atividades \o/

E vocês podem conferir o resultado dessa minha descoberta na comparação abaixo entre uma foto de novembro/2014 e setembro/2016 😀

zilma-2014-2016

Nov/2014 x Set/2016

Todo dia, um novo 7×1

Um dos maiores acontecimentos da Copa do Mundo de 2014 foi, sem sombra de dúvidas, o fatídico placar da semifinal Brasil 1 x 7 Alemanha. Ainda lembro como se fosse hoje: tinha conseguido uma mesa, de última hora, em um bar lotado pra assistir ao jogo com uma amiga. Aos primeiros goles de cerveja e beliscadas no petisco, vimos a Alemanha iniciar sua goleada.

Depois do terceiro ou quarto gol, já não sabíamos mais diferenciar o que era replay do que era ao vivo. Estávamos – todos no bar – zonzos, atônitos, completamente desnorteados. Silêncio no recinto.reginaldo-rossi-garcom

Garçom!? A conta, por favor.

Não sei quantos masoquistas restaram no estabelecimento ao final do jogo.

O placar virou meme, óbvio! Mais que isso, diria que virou um jargão metafórico do nosso dia a dia, onde quaisquer desventuras em série são comparadas a ele. Prato cheio para os dramáticos e pessimistas, não basta sofrer um 7×1 só na vida, tem que ser todo dia.

7x1

No que deveria ser mais um belo dia de 2016, revivi aquela sensação de estar perdida, desnorteada. Depois de tanto usar ordinariamente o que descrevi como jargão metafórico, pensei estar sofrendo meu 7×1 pessoal de verdade.

O que eu não sabia naquele momento é que, nessa partida, o “Brasil” tinha feito seu único gol antes da “Alemanha” marcar os seus sete. Aos poucos, o desespero foi passando e o cenário tomando forma. Desanuviei. Entendi que, de fato, era um 7×1. Mas, dessa vez, eu não era o time canarinho. Um novo 7×1! E agora, volta e meia, me pego sussurrando: gol da Alemanha.

BELO HORIZONTE, BRAZIL - JULY 08: Miroslav Klose of Germany celebrates scoring his team's second goal during the 2014 FIFA World Cup Brazil Semi Final match between Brazil and Germany at Estadio Mineirao on July 8, 2014 in Belo Horizonte, Brazil. (Photo by Robert Cianflone/Getty Images)

(Photo by Robert Cianflone/Getty Images)

Processo Ruiva

Quem me conhece sabe que adoro mudar meu cabelo. E quem já me conhecia em meados de 2011/2012 sabe que fui ruiva nessa época. Mas, na verdade, eu não gostei do tom de ruivo que ficou (nem lembro a numeração e marca) e acabei voltando pro castanho e depois para as mechas loiras que usava antes. Pra quem não conhece ou não lembra, a prova do crime está logo abaixo.

Ruivo vermelhón [2012]

Ruivo vermelhón [2012]

Ano passado [2015], eu desisti das mechas loiras no cabelo todo, pintei de um tom de castanho similar ao meu natural e depois acabei tentando fazer umas mechas mais discretas só nas pontas. As mechas deveriam ficar num tom de caramelo, mas abriram bastante depois de alguns meses.

Ô coisa difícil é um cabeleireiro acertar a cor que eu quero! [Momento desabafo, colegas!]

Pois bem… Nesse ano [2016], resolvi tentar ser ruiva mais uma vez. Agora com mais pesquisa e mais conhecimento de causa, mas ainda longe de ser uma especialista no assunto, óbvio. Depois de ler alguns blogs de ruivas, descobri que ir do loiro (mesmo que apenas mechas) para o ruivo exige certa paciência.

Primeiro, é preciso fazer o que é chamado de correção de cor (a outra opção seria descolorir o cabelo todo – sem chance, por enquanto), para tirar o máximo possível de loiro que, no meu caso, ainda estava nas pontas dos cabelos. Então a primeira pintura ficou quase um castanho mesmo, com as pontas mais escuras por conta da correção. Mas o loiro é danado e não some assim tão fácil. Essa primeira pintura que fiz foi com a cor 7.3 (ou 7.4) da marca Matrix, disponível no salão que fui (fiquei com tanta dúvida entre as duas na hora, que nem lembro mais a cor exata, mas são bem próximas).

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Cartela de cores da Matrix. [Clique para ampliar.]

Logo depois, vi uma ruiva DIVA na academia. Engoli a vergonha (e o medo de ser tratada com antipatia, porque não é toda mulher que conta seus “segredos” de beleza de bom grado) e fui lá falar com ela porque – sim – o cabelo dela é um ruivo maravilindo. <3 Contei pra ela a minha saga capilar resumidamente e perguntei que numeração/marca de cor ela usava. E ela não só me respondeu, como foi a pessoa mais fofa do mundo me dando a dica de onde comprar. Ela ainda me deu o número dela, ficando à disposição para conversar mais sobre o assunto e trocamos algumas figurinhas por mensagens!

Ela usa as cores 9.43 + 8.4 da Keune, com água de 30 volumes. Mas, quando fui lá no local indicado comprar, não tinha a 8.4 – QUÉN! Então, comprei as cores 9.43 + 7.43. A moça da loja também me indicou comprar a água de 20 volumes, para não agredir tanto o cabelo, na embalagem de 1L, que sai beeeeem mais em conta e não precisa ficar comprando vidrinho pequeno todo mês.

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Cartela de cores Keune. [Clique para ampliar.]

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Minhas comprinhas Keune: água 20 vol. 1L e tintas 9.43 e 7.43.

Como comprei as duas cores para misturar, elas renderam duas aplicações. A primeira aplicação da Keune foi mais ou menos 30 dias depois da aplicação da Matrix. A cor abriu um pouco, mas, com o passar dos dias, o maRvado do loiro continuou aparecendo um pouco nas pontas (que continuaram mais escuras que o topo do cabelo), ainda que mais discretamente. Contra a luz dava pra notar mais!

Como meu cabelo não cresceu tanto em 30 dias, resolvi esperar cerca de 45 dias para pintar novamente. Nessa nova aplicação da Keune, a cor abriu ainda mais e as pontas do cabelo estão começando a ficar com a mesma cor do topo – YAY! \o/ Vejam o progresso:

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Matrix 7.3 ou 7.4 >> Keune 9.43 + 7.43 1ª aplicação >> Keune 9.43 + 7.43 2ª aplicação.

PRÓXIMOS PASSOS

Para a próxima pintura, precisarei comprar tintas. Espero que tenha a 8.4 pra comprar com a 9.43, porque eu ainda quero abrir um pouco mais a cor! #oremos

Volto aqui pra contar pra vocês os novos resultados. 😀

DICA

Pra finalizar, uma coisa muito bacana que achei nas minhas pesquisas foi a tabela abaixo, super didática, que ensina como escolher a cor pelo número de base (que vem antes do ponto) e o que vem depois do ponto. Assim, fica muito mais fácil você acertar.

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Quando a tinta é 9.43, por exemplo, significa que ela tem reflexos acobreados dourados. O primeiro número, no caso o 4, indica a nuance mais presente. Babado, né?

É isso, gente! O que acharam do meu ruivo e das dicas? Me contem tudo e, se tiverem mais dicas, mandem também. Vou adorar <3

Jericoacoara: uma viagem incrível

Quem acompanhou o post anterior – Checklist de viagem já sabe que eu e Carol estivemos em Jericoacoara – ou simplesmente Jeri, para os apaixonados – no último final de semana. Na verdade, fomos no sábado e voltamos na segunda, no esquema de 3 dias e 2 noites.

Vamos contar aqui como foi nossa experiência, o que indicamos, o que gostamos e o que ficou por fazer! Então, senta, que lá vem história.

Tudo começou na mesa de um bar. Espera; volta mais um pouquinho no tempo. Tudo começou com um mega planejamento de férias que eu estava fazendo com outra pessoa: 10 dias de viagem, 3 estados e muitas praias; dentre elas, Jeri. Gastei horas a fio pesquisando pousadas, passeios, trajetória, fazendo cálculos e, no fim, tudo foi por água abaixo (por parte da outra pessoa). E, mesmo adorando viajar sozinha, infelizmente era o tipo de viagem que eu não conseguiria fazer só, não da forma que estava planejada. Enfim, me vi sem grandes planos para as férias.

Voltando para a mesa do bar: não lembro como Jeri virou pauta da conversa – provavelmente estava falando dos meus planos cancelados e que a Carol ainda não conhecia o local. Sei que, quando me dei conta, já estávamos combinando de ir para lá. Eu achava que era fogo de palha da Carol, que está em pleno ritmo de trabalho, mesmo ela tendo me garantido que tinha uma folga para agendar. Pensei que a história iria parar no diálogo:

– Vamos marcar?
– Vamos mesmo!
(…)

vamos-marcar-alguma-coisa

E, no decorrer dos dias seguintes, a Carol já tinha pesquisado o pacote pelo site de uma pousada da qual ela tinha o contato e depositamos a entrada. O pacote incluía:

  • Traslado Fortaleza-Jeri
  • Hospedagem
  • Caminhada com guia para a Pedra Furada
  • Traslado Jeri-Fortaleza, com parada na Lagoa do Paraíso

Tudo isso custou R$ 320,00 por pessoa, o que achamos bem razoável para o período de alta estação!

TRANSPORTE (Ida)

O traslado ficou por conta da empresa Ceará Rotas. A empresa oferece algumas opções de ponto de embarque. Nós partimos do ponto da Av. Beira Mar, pontualmente às 7h20 do sábado. Para quem vem de fora da cidade/estado, pelo aeroporto, há também um ponto lá, mas o horário é único, então é preciso comprar um voo que chegue antes da partida da van. Quanto à equipe, são todos muito educados, prestativos e bem-humorados. Nada a reclamar do atendimento!

Essa van nos leva até Jijoca, numa viagem de cerca de 5h10, no nosso caso, que embarcamos às 7h20. Ainda passamos cerca de 1h10 buscando outros passageiros, antes de pegar realmente a estrada, e fizemos uma parada de aproximadamente 30min em Paraipaba.

Lá em Jijoca, mudamos para um veículo chamado jardineira, que nada mais é o que uma D-20 ou similar (alguns até maiores) adaptada para transportar cerca de 12 pessoas (ou mais, dependendo do modelo) até a vila de Jeri, passando pelas dunas. Este transporte já está incluso no pacote e o trajeto dura entre 40min e 1h. Olha só como balança:

Trilha sonora: playlist do Spotify da Carol \m/

Contando com a pausa em Jijoca, chegamos em Jeri por volta de 14h30. UFA!

HOSPEDAGEM

Desembarcamos na Pousada Casa do Ângelo, com a qual adquirimos o pacote. Para quem costuma se hospedar em albergue, como eu, a Casa do Ângelo superou as expectativas!

O quarto em que ficamos tinha duas camas de solteiro e uma de casal, ar condicionado, TV a cabo, frigobar, espelho de corpo inteiro (a louca do espelho pira!) e uma estante ENORME que deu pra espalhar todos os meus pertences. Haha! Ah!, tem também cofre à disposição. No banheiro, chuveiro com água quente. E, na varanda, um sofá e uma rede <3

Na área comum, a Casa do Ângelo tem uma cozinha grande com churrasqueira, mesas e cadeiras, piscina, jardim com mesas e bancos, espaço para uso de computadores e espaço de aluguel de equipamentos (bikes, pranchas etc). O café é servido de 7h30 às 10h30, se não me engano, e a cozinha é comunitária, ficando à disposição dos hóspedes que queiram fazer sua própria comida, o que não foi nosso caso nessa viagem. Outra coisa que achei incrível: durante a tarde e a noite, são disponibilizados jogos nas mesas do espaço “refeitório”: dama, xadrez, tangram… Achei de muito bom gosto! Confere algumas fotos abaixo:

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Jardim, varandas, equipamentos para aluguel e vista da piscina e área de cozinha e refeitório, respectivamente.

 

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Alguns dos jogos disponíveis.

O QUE FIZEMOS

Logo após o desembarque na pousada, no sábado, deixamos nossas coisas no quarto e partimos em busca de almoço. Como tínhamos pouco tempo até o horário do passeio da Pedra Furada e os restaurantes estavam bem lotados, acabamos comendo pizza em fatia no Pizza al Volo. Lanche rápido e no preço. Eu gostei do sabor, mas a medida que vai esfriando, a massa vai ficando como uma torrada – sequinha e crocante. Como eu sou a louca da massa, não achei ruim, mas talvez é melhor consumir assim que sai do forno.

De lá, partimos para o ponto de encontro do passeio: em frente ao restaurante Bigode, na Rua do Forró. Pouco depois de 16h, seguimos em direção à Pedra Furada, acompanhado o Sr. Luís, o guia local. A caminhada é pesada! Sobe morro, desce pela areia e pedras… Cerca de 40min nessa trilha até chegar ao cartão postal de Jeri. Há quem diga que esse passeio é literalmente uma furada. Eu discordo! O visual é deslumbrante. E, nessa época, dá para ver o sol se por exatamente por dentro da Pedra. Espetáculo da natureza! O ponto negativo desse passeio são as pessoas mesmo, que são mal educadas e não conseguem se organizar para bater foto uma de cada vez. #prontofalei! Depois, todos se reúnem a uma certa distância para ver o sol se pondo!

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Todos reunidos para ver o sol se por dentro da Pedra Furada.

Na volta, maaais trilha, com os agravantes de estarmos cansadas da ida e já estar escurecendo. Mas deu tudo certo! Chegando na pousada, descansamos algumas horas e nos arrumamos para ir ao famoso Forró da Dona Amélia. A dica pra ir lá é a seguinte: chegar antes das 23h para jantar e ficar para o forró que começa logo depois. Se chegar depois das 23h, a cozinha já está encerrada e tem que pagar ingresso para entrar, se não me engano, no valor de R$ 20,00. Recebi essa dica de uma amiga que também estava lá e assim fizemos! Pedimos um prato de peixe ao molho de camarão que estava maravilhoso. O prato era para duas pessoas, mas servia três ou quatro Zilmas e Carolinas. O valor não era tão barato, mas, pelo tanto de comida, vale a pena. O que achamos caro foi a cerveja! 🙁 Ah!, eu ainda consegui dançar com um professor local de forró que apareceu por lá. Vocês não imaginam a minha alegria! E também não imaginam a queda que quase levei! HAHAHA! Mas valeu super a pena. Matei o verme, como dizem. 🙂

De lá, partimos para o Reggae, no final da Rua Principal. A ideia era ficar por lá até pertinho de 2h, para ir a outro ponto turístico da vila: a Padaria Santo Antônio, que só funciona de 2h às 5h da manhã! Chegamos na frente da Padaria por volta de 1h45 e sentamos na calçada, esperando ela abrir. Aos poucos, mais gente ia chegando. Quando abriu, foi aquela loucura de gente entrando e os atendentes logo pediram para formarmos filas. O cheiro de pão saindo do forno é de enlouquecer! Lembrando que estávamos lá só pelo turismo e gula, porque o jantar nos deixou mais que fartas. Cada uma comprou dois pães recheados por R$ 6,50. Eu escolhi um misto e um de banana (AMO banana) e a Carol, um misto e um de chocolate. Não é o melhor pão do mundo, claro, mas eu adorei! E o precinho é muito bom, né? Super repetiria. 😀

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Na calçada da Padaria Santo Antônio.

Findado o sábado, fomos dormir. Ainda na van, durante o traslado de chegada, compramos um passeio extra para o domingo: Árvore da Preguiça, Lagoa Azul e Lagoa do Paraíso por R$ 50,00 de jardineira (se quisesse ir de Buggy, o valor subia para R$ 100,00). Após acordar, tomamos nosso café reforçado – a pousada oferece bastante opções para o café da manhã! – e partimos antes das 9h para o passeio. A parada na Árvore da Preguiça é apenas para fotos:

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Árvore da Preguiça.

Após a parada da Árvore, seguimos para a Lagoa Azul, onde ficamos cerca de 1h. Ela não estava completamente cheia, mas estava bem bonita. Aproveitamos para nos hidratar com água de coco e tirar muitas fotos. \o/

Na Lagoa do Paraíso, última parada do passeio, foi onde ficamos a maior parte do tempo – cerca de 4h. Nesse pacote que compramos, a parada é realizada na barraca Alchymist Beach Club, a mais RICA.  Como a Lagoa é bem extensa, as barracas são bem distante umas das outras, logo não tínhamos outra opção. Então, já que estávamos na Alchymist, resolvemos ser RICAS por algumas horas. Olha esse visual cinematográfico!

alchymist

Barraca Alchymist Beach Club.

Para ficar nas cadeiras brancas,  confortáveis e “a cara da riqueza” à beira da Lagoa, tivemos que pagar a bagatela de R$ 70,00 pelo conjunto de duas cadeiras, mesa pequena e guarda-sol, sendo R$ 35,00 para cada. Na mesa do lado, estava uma família, então o valor se diluía ainda mais por pessoa. Tirando isso, os pratos não são muito mais caros do que os que vimos na própria vila, mas optamos por pedir apenas um petisco e água de coco.

Na volta do passeio, a jardineira parou no meio das dunas para mais fotos:

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Muito amor pelas fotos que fizemos aqui <3

Passamos rapidamente pela pousada para lanchar e corremos para a Duna do Pôr do Sol para ver esse espetáculo pela segunda vez, agora em um novo cenário. Parecia um cinema a céu aberto: todos sentados na Duna à espera da grande cena:

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[Panorâmica] Olha a lua no cantinho da foto apreciando o sol também!!!

De volta para a pousada, descansamos algumas horas antes de sair à noite novamente. Dessa vez, cada uma jantou um prato individual de massa no Cantina Jeri. Mais uma vez, achamos a porção bem generosa. Talvez um prato e um petisco seriam suficientes para nós duas. A jarra de suco dava pra tomar um banho, como dizem por aí. 😀 Mesmo assim, preço razoável e sabor muito agradável!

Do restaurante, partimos para o Espaço Serramar. A dica, dessa vez, veio do professor de forró com quem dancei na noite anterior. O Espaço fica na Rua da Igreja – belíssima construção, por sinal – e cobra R$ 15,00 na entrada.  Mas tem um bizu também: se chegar até as 23h30, ganha uma caipirinha. Dessa vez perdemos a hora! Pagamos a entrada e tivemos que pagar a bebida por fora.

O Espaço é bem simples: um terreno grande, com um “deck” bem simples no meio, onde a banda fica, o bar montado numa lateral, banheiros e só. A Carol deu a melhor definição: era praticamente um lual sem fogueira. 😛 A banda tocava músicas nacionais pra lá de animadas (samba, baião, pop rock etc) e nos surpreendeu positivamente. Infelizmente não ouvi o nome da banda, mas acredito que era local. Foi uma noite bem divertida!

“Eu bebo, sim. Estou vivendo…”

De volta para casa e, algumas horas de sono depois, já era segunda! Snif! :'( Acordamos um pouco mais cedo para arrumar as malas, tomar nosso café e pegar a jardineira rumo à Lagoa do Paraíso de novo. Desta vez, na barraca que as empresas de traslado sempre param, a Paraisus Pousada e Restaurante. Aqui, nos decepcionamos um pouco com o almoço: mesmo preço dos restaurantes da vila, mas qualidade inferior. Mas nada que tirasse nossa felicidade da viagem maravilhosa que fizemos!

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Desfrutando dos últimos momentos na Lagoa do Paraíso, mesmo com o céu nublado.

TRANSPORTE (Volta)

Nesse último traslado, a Ceará Rotas pediu a empresa Sim7 Turismo para nos levar e foi tudo tranquilo. Acho que essas empresas são bem parceiras e, como já conhecia a Sim7 da viagem anterior que fiz, fiquei despreocupada. A parada em Paraipaba também acontece na volta. Chegamos no ponto da Av. Beira Mar quase 19h, até porque o trânsito nessa hora é cruel.

O QUE FICOU PARA A PRÓXIMA

  • Lagoa da Tatajuba: para esse passeio, precisaríamos de mais um dia e R$ 100,00, pois só tem acesso de Buggy. É um passeio mais “roots”, mas ainda assim quero fazer.
  • Pedra Furada (trilha pela praia): já na segunda-feira, recebi essa dica e logo depois vi também em alguma página de turismo. Dizem que essa trilha é maravilhosa, cheia de piscinas naturais e grutas, mas só deve ser feita com a maré baixa e, de preferência, acompanhado por um guia.
  • Fazer tudo de novo repetidas vezes, porque esse lugar é INCRÍVEL e merece, pelo menos, uma vista por ano <3

Se você ainda não foi a Jeri, corre pra programar! Impossível não amar esse paraíso aqui do nosso Ceará. Se já foi e tem mais dicas, compartilha com a gente. Esperamos que tenham gostado do nosso relato. Até a próxima \o/

Checklist de viagem

Falou em viagem, eu me animo! Viajar está entre as coisas mais prazerosas da vida, né? <3 Depois de decidir o destino, providenciar o combo passagens + hospedagem e planejar o que fazer durante a viagem (se for o caso), começo a pensar no checklist – a preciosa lista do que levar! Pode ser até uma viagem bate-volta, que eu faço a minha listinha do que preciso levar para passar o dia fora. Para viagens maiores, então, nem se fala!

Nesse final de semana, eu e a Carol vamos fazer nossa primeira viagem juntas. Vamos para Jericoacoara, localizada a 300 km de Fortaleza (Ceará) e considerada uma das praias mais belas do mundo em diversas listas – YAY \o/

Eu já fui à JERI uma vez, mas a Carol ainda não conhece o local. Então, estou super empolgada por ela, quase como se eu fosse conhecer pela primeira vez novamente 😀

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Pedra furada – Cartão postal de Jericoacoara

Como eu faço um checklist

Dias antes da viagem, começo a escrever o que preciso levar na mala. E, no decorrer dos dias, vou lembrando de mais um item ou outro e vou acrescentando. Fazer o checklist ajuda em dois momentos: na partida, para minimizar as chances de esquecer algo que é importante, e no retorno, para conferir se tudo que foi levado está sendo trazido de volta.

O que for possível, já vou deixando organizado na mala: roupas, toalha etc. O que eu costumo usar no dia a dia, deixo pra colocar na véspera: escova de cabelo, escova de dentes, creme dental, carregador etc.

Gosto de separar a lista em grupos de itens, informando o nome do item e a respectiva quantidade, quando necessário. Exemplo de lista:

  • Roupas: 2 biquínis, 1 canga, 1 saia longa, 5 blusas, 2 shorts jeans, 1 vestido, 3 calcinhas, 1 pijama, 1 toalha etc.
  • Calçados: 1 par daquelas sandálias que todo mundo usa (HAHA!), 1 par de rasteirinha.
  • Acessórios: 2 óculos de sol, 1 chapéu, 3 pares de brinco, 1 colar.
  • Maquiagem: BB Cream, blush, rímel, corretivo, demaquilante.
  • Cabelo: xampu, condicionador, creme de pentear, escova, pente, secador.
  • Corpo: protetor solar (corpo e rosto), repelente, hidratante.
  • Outros itens de higiene: sabonete de corpo, sabonete de rosto, sabonete íntimo, creme dental, fio dental, escova de dentes, desodorante, perfume, algodão, cotonetes, curativos adesivos (aquela outra marca famosa, risos!).
  • Remédios: antialérgico, analgésico.
  • Gadgets: celular, carregador, fone de ouvido,  câmera.
  • Documentos: CNH, cartão de crédito (e dilmas!), mapas/informações de passeios.

Eu separo dessa forma, mas você pode criar os grupos da forma que achar melhor. Os itens de cabelo poderiam estar juntos aos de higiene, por exemplo. Para mim, facilita essa divisão em mais grupos menores 🙂

Essa imagem abaixo é um modelo de checklist que ganhei de uma amiga. Ele tem itens de viagem internacional e inclui a lista “to do”, que é bem interessante também! Para quem vai deixar a casa vazia, tem o item “esvaziar o refrigerador”. No meu caso, vou colocar o item “fazer as unhas”.

packing-list

Existem vários modelos de checklist aí pela internet que você pode pegar e fazer as adaptações necessárias para criar o ideal para sua viagem.

Gostaram das dicas? Compartilha com a gente como você se organiza para viajar! Eu já vou aproveitar esse modelo de lista que fiz pro blog e complementar o meu checklist para JERI. Até a próxima 🙂

Bendito Canvas

Estava eu escrevendo um texto sobre o bendito Canvas para o meu trabalho e pensei: por que não compartilhar um pouquinho aqui no blog? Então, aqui estamos! Depois de mais de uma década crescendo, o número de mulheres empreendedoras finalmente se equiparou ao número de homens¹. Seja por ter menos oportunidades no mercado ou buscar uma maior flexibilidade de horários para conciliar a vida profissional com a pessoal, o fato é que nós estamos conseguindo estabelecer o nosso espaço no mercado de trabalho. E, para quem ainda não começou ou precisa de uma força para alavancar o próprio negócio ou a carreira, a utilização do Canvas é uma ótima dica. Homens, a dica vale para vocês também 😉

Você conhece o Business Model Canvas?

O Quadro de Modelo de Negócios, em português, é uma ferramenta idealizada para organizar, de forma simples e didática, o modelo de negócio de uma organização. Tudo em apenas uma folhinha de papel!

Essa ferramenta foi desenvolvida e descrita por Alexander Osterwalder & Yves Pigneur, com cocriação de uma “impressionante multidão de 470 profissionais de 45 países”, como está posto na própria capa do livro Business Model Generation – BMG (2010), Inovação em Modelos de Negócios em português. A partir do Canvas, os empresários e empreendedores podem enxergar com mais clareza como o seu negócio cria, entrega e captura valor.

O quadro é constituído por nove campos e a ordem lógica sugerida para a sua construção é esta:

  1. Segmentos de clientes
    Quem são os seus grupos de consumidores? Para quem você está criando valor?
  2. Proposta de valor
    Que valor(es) entregamos para satisfazer os desejos e necessidades dos clientes? Preço, desempenho, usabilidade?
  3. Canais
    Quais os canais de comunicação, distribuição e vendas?
  4. Relacionamento com os clientes
    Quais as estratégias de relacionamento para cada segmento de clientes?
  5. Fontes de receita
    Por quais valores os clientes estão dispostos a pagar? Quanto pagam, como pagam?
  6. Recursos principais
    Que recursos exigem a proposta de valor, os canais e o relacionamento com os clientes?
  7. Atividades-chave
    Que ações a proposta de valor, os canais e o relacionamento com os clientes requerem para levar a empresa ao sucesso?
  8. Parcerias principais
    Quais são os parceiros e fornecedores estratégicos para o sucesso da empresa?
  9. Estrutura de custo
    Quais são os custos fixos e variáveis mais importantes para o funcionamento da empresa?

Estas são apenas algumas das perguntas que podem direcionar o preenchimento do quadro. Olha a cara do Canvas aqui:

“Mas eu não tenho um negócio próprio para aplicar o Canvas e nem posso aplicar na empresa para a qual trabalho. Pra quê isso vai me servir?” Se você não pensa em abrir um negócio nem em um futuro tão-tão distante, ainda assim o Canvas pode ser útil pra você!

Em 2012, Tim Clark, com a colaboração de Alexander Osterwalder & Yves Pigneur e baseado no livro deles, publicou o livro Business Model You – BMY. Em português: O Modelo de Negócios Pessoal.

No Canvas Pessoal, você é o negócio! 

Um modelo de negócio pessoal é a lógica pela qual um indivíduo cria e fornece algo de valor para os clientes – e é pago por isso. Ele segue a mesma estrutura do BMG, porém as perguntas são readequadas para o novo propósito: satisfazer o meu, o seu, o nosso próprio desejo de auxiliar pessoas e ser recompensado por isso. Em função disso, a ordem lógica sugerida do preenchimento muda para:

  1. Recursos
    Quem é você e o que você tem?
  2. Atividades
    O que você faz?
  3. Clientes
    Quem você auxilia?
  4. Proposição de valor
    Como você auxilia seus clientes? Que benefícios e valores oferece a eles?
  5. Canais
    Como acontece a interação com os clientes? Como ou onde você entrega o seu serviço?
  6. Relacionamento
    Como você interage com seus clientes?
  7. Parcerias principais
    Quem oferece apoio na realização do seu trabalho?
  8. Fontes de receita
    O que você ganha (renda, benefícios tangíveis e intangíveis)?
  9. Estrutura de custos
    O que você oferece (tempo, energia, dinheiro) e que despesas tem para realizar seu trabalho?

Depois de montado o seu Canvas, você vai conseguir ter uma visão sistêmica do seu perfil profissional, facilitando a sua autogestão de competências técnicas e características comportamentais para trilhar a sua carreira.

Tanto para o BMG quando para o BMY, vale a definição de um período para uma avaliação do desempenho e implantação de correções, melhorias e atualizações necessárias para a sua contínua evolução.

DICAS

  • Imprima o quadro na maior folha que puder, facilitando a sua visualização
  • Utilize post its coloridos para te ajudar na organização das ideias

 

canvas-post-its

Então, mãos à obra? 🙂

¹Saiba mais sobre o empreendedorismo feminino em:
http://www.empreendedorismorosa.com.br/nossa-historia/
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/empreendedorismo-feminino-aumenta-mais-de-20

http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/03/brasileiras-apostam-no-empreendedorismo-para-vencer-no-mundo-dos-negocios

Dilma, impeachment, golpe e Twitter

O assunto do momento no Brasil – há muitos momentos – é política, mais especificamente o impeachment da presidenta Dilma.  Ou golpe. Dependendo do ponto de vista. E eu não consigo pensar em outra pauta pra escrever pra vocês. E nem sei se vocês querem ler outra coisa também. MAAAAS, como minha veia é humorística é mais forte que eu, o Ministério da Saúde avisa logo que este não é um post sério.

Hoje o presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão, anulou a sessão da votação do impeachment. O que isso quer dizer na prática? É o que todo mundo está se perguntando até agora. Mas já saiu opinião dizendo que a anulação será derrubada.

barata

“Eles estão baratinados…”

Waldir Maranhão está tendo os seus 15 minutos de fama no trending topics do Twitter hoje. Fato! (Opinião séria: por favor, nada de fazer dele o novo herói do País, hein?).

Se isso é uma conspiração, um golpe-v2 ou uma pegadinha do Mallandro, ninguém sabe. Mas que esse cenário político está rendendo ótimas piadas na internet, ah!, isso é verdade! Por isso, resolvi compilar aqui para vocês as melhores publicações que vi por aí na rede sobre o assunto.

Dilma fazendo a Ana Paula

dilma-olha-ela

“@dilmabr: Era tudo um paredão falso. Eu bem que avisei…”

Dilma fazendo a Bianca Del Rio

dilma-rupaul

Dilma fazendo a Beyoncé

dilma-beyonce

Dilma fazendo a Miss

dilma-miss

Dilma fazendo o passinho da comemoração (?)

dilma-dancando

Dilma agradecendo o botãozinho da gratidão

dilma-gratidao

“@dilmabr: #GratidãoMaranhão”

Uma opinião de quem entende do assunto

cientista-politico

Surge uma nova mãe Dilmá! #MEDO

mae-dilma-carmen

Essa não é piada. Ou é?

dilma-bolada-the-guardian

Impactos das notícias de hoje: a bolsa caiu, o dólar subiu e a Patrícia Abravanel Homofóbica foi salva pelo gongo-golpe (só que não!). É… ainda bem que tomei a recente decisão de voltar à ativa no Twitter. Não sei porque tinha abandonado esse maravilhoso meme-generator. 😛

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