Author: Carolina Nogueira (page 2 of 2)

Desafio Netflix¹: Sicário² – Terra de Ninguém

Bem-vindo a Juárez, no México, onde corpos nus e mutilados são pendurados em via pública pelo cartel que domina o tráfico de drogas na região. Em Sicário – Terra de Ninguém (Sicario, 2015), Emily Blunt interpreta uma agente do FBI convidada a integrar uma missão especial do governo americano contra o tráfico de drogas. Em uma zona de guerra na fronteira entre Estados Unidos e México, ela é obrigada a lidar com conflitos éticos e morais ao se deparar com pessoas capazes de tudo para conseguir vencer a batalha.

Opinião – Contém spoilers do filme

Emily Blunt, que depois de se destacar como uma das assistentes de Miranda Pristley em O Diabo Veste Prada (2006) vem ganhando papéis cada vez mais desafiadores, é a atriz principal desse filme de ação/suspense dirigido pelo canadense Denis Villeneuve e foi indicada ao prêmio de melhor atriz no AACTA International Awards 2016 (o Oscar australiano). Para ser sincera, achei o papel fraco. A agente Kate Macer passa o filme inteiro completamente perdida em uma missão sobre a qual não sabe nada a não ser que está sendo usada pela CIA. A função da personagem é, basicamente, ficar indignada com as ações imorais praticadas pelo governo americano e ser totalmente impotente a respeito.

Emily_Tiro

Embora Kate seja evidentemente uma mulher forte, que não se deixa intimidar pelos homens que a cercam e luta pelos seus ideais, ela é, para mim, uma telespectadora da ação. Infelizmente, já que a Emily Blunt poderia ter sido muito melhor aproveitada no filme!

hora de conhecer Deus

hora de conhecer Deus

O destaque aqui vai para o lindo, maravilhoso e tudo de bom Benício Del Toro, indicado ao prêmio BAFTA de Cinema como melhor ator coadjuvante por esse filme. Ele é o contraponto de Emily. Enquanto ela é uma honesta agente do FBI tentando fazer a coisa certa, ele, embora atue do mesmo lado que a mocinha, age por motivações pessoais e busca vingança pela morte da esposa, decapitada, e da filha, jogada em um tanque de ácido. Com esses motivos, quem não gostaria de encontrar pessoalmente o barão do tráfico e atirar na cabeça dele?

O filme é agressivo, a Emily apanha, o Shane do The Walking Dead apanha e o Benício bate e atira em todo mundo, mas faz refletir sobre a máxima “os fins justificam os meios” e sobre a moral versus a sobrevivência. Na cena final, Alejandro, o personagem de Benício, diz a uma Kate de olho roxo: “You will not survive here. You are not a wolf and this is a land of wolves now” (Você não vai sobreviver aqui. Você não é um lobo e essa é uma terra de lobos agora). Ele dá a ela a chance de matá-lo e o que ela faz? Ela quase aproveita, mas a verdade é que algumas realidades precisam ser aceitas.

O filme também foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia, Melhor Edição de Som e Melhor Trilha Sonora Original e ao Palma de Ouro.

Sicario

 

  1. Sempre que acesso o Netflix, ele me sugere algo que, pelo meu comportamento no aplicativo ou pela necessidade do site em publicizar algo, pode ser de meu interesse. Tenho me desafiado a aceitar todas as sugestões, o que às vezes tem resultados felizes, às vezes tediosos e às vezes revoltantes.
  2. A palavra Sicário é descrita da seguinte forma no início do filme: “O termo Sicário vem dos zelotes de Jerusalém, matadores que caçavam romanos que invadiam sua terra-natal. No México, “Sicário” é matador de aluguel”.

Unhas: Qual o formato das suas?

Há alguns dias, vi a foto das unhas de uma amiga e achei que elas estavam lindas, não pela cor, mas pelo formato redondinho. Pensei com meus botões: na próxima vez que fizer as unhas, vou arredondar as pontas também, e foi o que eu fiz. Olha só minhas unhas em formato oval.

Minhas Unhas

Ainda não me acostumei com o resultado, mas a mudança me fez pensar sobre uma coisa com a qual eu nunca me importei: o formato. E não é que cada um deles pode fazer a diferença? Oval, quadrado, com os cantos arredondados, redondo, pontiagudo… Escolha o melhor formato para as suas.

Quadradas

unhas-quadradasNo salão, o formato mais pedido é o quadrado, mas ele é indicado apenas para quem tem as unhas fortes já que é mais fácil bater e lascar os cantos. É o formato ideal para quem tiver os dedos finos e longos, como os meus. Infelizmente, minhas unhas são fraquinhas como papel e acabo sofrendo as consequências negativas de manter o formato quadrado, por isso, até hoje, sempre usei as unhas quadradas com os cantos arredondados.

Quadradas arredondadas

quadrada redondaA diferença pode ser bem sutil, mas é capaz de garantir alguns dias a mais de durabilidade. Esse formato continua garantindo o equilíbrio para as mãos de dedos finos e compridos. Para fazer, deixe as unhas quadradinhas e, no final, passe a lixa delicadamente nos cantos para deixá-los arredondados.

Stiletto

stilettoPara quem quer deixar os dedos mais finos e alongados, a unha pontiaguda pode ser uma opção, mas ele exige bastante resistência e ousadia! Unhas frágeis não sustentam esse formato que faz sucesso entre as celebridades. Se as suas estão fortes e compridas e você quer experimentar, lixe-as na diagonal e finalize arredondando a ponta.

Redondas

unhas-ombré-15Considero esse o formato mais fácil de fazer sozinha, já que basta acompanhar o formato natural. Como as minhas são mais frágeis, sempre que uma quebra, acabo apelando para esse formato que é excelente para unhas curtas. Elas dificilmente vão te dar trabalho, além de serem discretas e combinarem com tudo. A dica para conseguir o efeito é cortar as duas pontinhas da unha na diagonal e lixar até ficar redonda.

Ovais

ovalA diferença desse formato para o redondo está nas laterais das unhas, pelas quais você deve começar o trabalho. Lixe da lateral até o topo das unhas de forma angulada, mas cuidado para não deixá-las tortas. A unhas ficará mais delicada e, para as compridas, com maior durabilidade. O formato empresta a tal delicadeza para mãos pequenas e gordinhas.

 

A partir de agora, vou considerar mais do que apenas a cor do esmalte. E você?

Quer teclar? Sobre relacionamentos virtuais

Aos 14 anos, esperava ansiosamente pelo sábado, quando, a partir das 14 horas, eu poderia acessar a internet pelo computador do meu primo mais velho. Sinto uma enorme nostalgia ao lembrar o som de acesso à internet discada. Depois de conectada, na companhia de uma prima ainda mais nova que eu, abria o mIRC e esperava que alguém iniciasse uma conversa privada.

querteclar

Depois das perguntas básicas, nome e idade, nós contávamos coisas como onde estudávamos, em que bairro morávamos, chegamos até a bater fotos pra colocar na rede. Hoje fico feliz pelo fato de que nós mentíamos pra caramba nesses chats! Já pensou o perigo?! Nessa época, eu desconhecia a palavra pedofilia e ainda nem tinha beijado na boca.

Depois do mIRC, minhas conversas virtuais passaram para as janelas de MSN, já no meu próprio computador, com pessoas que eu conhecia, depois de já ter beijado na boca, mas ainda com internet discada. Quantas vezes teclei madrugada a dentro com o paquera da faculdade? Quantas DR’s tive com meu primeiro namorado naquela janelinha azul? Mas o MSN, como quase tudo que é bom, veio e se foi.

crying-smiley-sad-male-cry-tea

Coloquei banda larga em casa, terminei com meu primeiro namorado, terminei com meu segundo namorado e há mais de três anos estou solteira nessa vida bandida. De lá pra cá, os smartphones tomaram conta da minha experiência online. Passo o dia inteiro com o celular a uma distância segura, acompanhando as notificações com atenção. E foi no meu smartphone que, em 2015, eu resolvi instalar o Tinder!

Existe relacionamento no Tinder

Logo quando o Tinder virou febre, eu não me interessei em baixar o aplicativo, na verdade, sou uma retardatária na corrida pelos matches. Simplesmente achei que não combinava comigo. Um dos meus melhores amigos passava horas no app e, em um dos nossos encontros, ele me deixou dar uma olhada e ajudá-lo a distribuir likes e dislikes. Depois disso, confesso que fiquei intrigada com o aplicativo, mas complemento a confissão com o fato de que decidi não baixa-lo por morrer de vergonha do que as pessoas (o amigo recentemente citado, por exemplo) iriam pensar e falar.

tinder

Ano passado, liguei o foda-se e baixei o Tinder, mas o nosso relacionamento não tem sido fácil desde então. Na minha primeira conta do Tinder (porque eu já tive umas quatro), conheci um rapaz do Rio de Janeiro que estava morando no Ceará em uma temporada a trabalho. Nossa, como eu pensei que tinha encontrado minha alma gêmea! Sério, gente, não ri! HAHAHA. Ok, pode rir, até eu acho graça das minhas histórias…

Mas voltando para a minha alma gêmea, depois da troca de mensagens no chat do aplicativo, começamos a nos falar por whatsapp (onde todos os relacionamentos se desenvolvem atualmente) e, um belo dia, nos conhecemos. Ele não era minha alma gêmea! Nem o segundo… Muito menos os que vinham com conversas escalafobéticas (sempre quis usar essa palavra oficialmente), cujo teor eu manterei em sigilo mas aposto que você já imagina.

Nem tudo está perdido

Não tive apenas experiências ruins com o Tinder. Sabe aquele crush para quem você sempre quis se declarar? Pois é, o meu estava lá e deu match! Não uma, mas três vezes. Agora adivinha o desfecho dessa história de (des)amor… Ela não deu em nada! Continuo com a mesma paixonite aguda e completamente platônica.

Mas, assim como Terezinha, o terceiro e o último rapaz que conheci no Tinder foi aquele que poderia ter rendido uma história bacana. Ao contrário do primeiro, eu achei ele um chato de galochas, até que a gente se conheceu e eu pude descobrir que ele é uma pessoa adorável (outra palavra que sempre quis usar oficialmente). Você deve ter percebido pelo “poderia ter rendido uma história bacana”, que não rendeu! Mas nem tudo é perfeito, concorda?

O fim do Tinder

A primeira vez que excluí o aplicativo

Dei um superlike (quando a pessoa pode ver que você curtiu o perfil dela) em um conhecido SUPER sem querer! Exclui o aplicativo na hora do desespero e, logo depois, fiz uma nova conta para saber se começava do zero. Começa!

A segunda vez que excluí o Tinder

Estava conversando com duas pessoas, já no whatsapp, e eles sumiram do mapa. Fiquei PUTA! Excluí essa baixaria.

A terceira vez que excluí o Tinder

Meu crush já estava me ignorando pela terceira vez e eu comecei a reforçar a ideia de que esse tipo de ferramenta não é adequada para mim.

A quarta vez que excluí o app

É, não é pra mim. Excluí e ainda não voltei. #rehab

Moral dessa história

Eu tenho certeza que é possível encontrar gente bacana no Tinder (basta saber que eu e meu crush estávamos lá), mas a maioria dos caras que conheci não queriam o mesmo que eu, ou simplesmente não combinavam comigo. Cada caso é um caso, né? Sei de gente que namora o match do Tinder, gente que casou com o match do Tinder! Então, se você tiver vontade de baixar o aplicativo, ligue o foda-se e baixe mesmo! E se não gostar, exclui a conta, amiga! É super fácil! De uma forma ou de outra, tomara que você tenha muitos matches, conheça muita gente interessante, converse, beije na boca, faça coisas escalafobéticas, enfim, o que você estiver afim de conseguir por lá.

Pra terminar esse post que já está bem longo, fica aqui um conto de fadas dos tempos do Tinder.

Tempo: quem manda no seu?

O poder da escolha: Mudar e ter sucesso depende apenas de você. Esse é o título do primeiro capítulo do livro A Tríade do Tempo, publicado em 2008 pela editora Sextante. O livro foi escrito por Christian Barbosa, considerado o maior especialista em gestão do tempo no Brasil, e, logo no primeiro tópico, cumpre o papel de nos responsabilizar pela nossa própria vida, ações e resultados.

Responsabilidade

Não vou me prolongar muito sobre detalhes do livro, mas ressalto esse tópico pra compartilhar com vocês a lição mais valiosa que aprendi sobre o tema: Quem manda no MEU tempo sou EU! Continue reading

Dia dos Namorados importado

O Dia de São Valentim, ou Valentine’s Day, ou Dia dos Namorados (em alguns países, mas não no nosso) está chegando ao fim e eu continuo cheia de amor para compartilhar com vocês. A verdade é que, solteira há mais de três anos, já fui um tanto quanto muito amargurada com todas as datas alusivas à celebração do amor romântico, mas, de um tempo para cá, minha reação às melosas declarações de amor dos meus amigos e conhecidos aos seus pares tem sido a mais positiva. Fico cheia de amor também!

Embora no Brasil o Dia dos Namorados seja celebrado em 12 de junho (véspera do Dia de Santo Antônio, o casamenteiro), tenho a impressão que o Valentine’s Day está, aos poucos, chegando às terras canarinhas. Hoje, por exemplo, o Instagram de várias marcas trazia publicações alusivas à data.

valentine's day

Talvez essa seja uma estratégia de marketing, assim como foi a “criação do 12 de junho”. Afinal, o Dia dos Namorados Brasileiro surgiu, provavelmente, da ideia do publicitário João Doria, que trouxe o exemplo dos EUA e apresentou aos comerciantes paulistas. Desculpas para vender nunca são demais, né?! A data chegou, se espalhou e foi um sucesso! Ou vai me dizer que você não comemora o Dia dos Namorados, compra e ganha presentes do Mozão?

O fato é que, se eu administrasse uma marca, usaria e abusaria do Valentine’s Day. Acho o amor o sentimento mais apelativo do mercado e essa não seria a primeira data importada dos States. Que tal a ideia de comemorar o Dia dos Namorados duas vezes por ano?

Para as solteiras

Uma dose dupla de celebração do amor entre os casais pode ser a última coisa que você quer ver, na vida e nas mídias, mas não adianta fingir que os casais não estão por aí esfregando a felicidade na nossa cara em todos os lugares! Não feche os olhos. Melhor aceitar a felicidades alheia e estar de olhos abertos, disponível, com a autoestima lá em cima e um sorriso (e um batom mara) nos lábios para quando a sua felicidade chegar!

gifValentine2

 

O tempo não para. Não para, não para, não para não

Minha primeira publicação para esse blog me fez, mais uma vez, refletir sobre o tempo. O meu tempo, no caso, que é o único que eu posso administrar e: NOSSA! Como eu falho nessa tarefa! Para começar a desenvolver esse pensamento, deixa eu te confessar uma coisa: Essa publicação está atrasada há pelo menos uma semana. Quer saber por quê? Eu te dou três motivos…sentaquelavem

  1. No começo do ano, mudei de emprego e, workaholic como eu sou, minha atenção tem sido bastante concentrada nesse novo desafio;
  2. Para compensar os dias de Carnaval¹, precisei fazer crédito no meu banco de horas, trabalhando 10 horas por dia. Cara, eu fiquei cansada!
  3. Eu simplesmente não dei prioridade a esse projeto e as duas primeiras justificativas, na verdade, são desculpas.

É isso, shame on me! A verdade é que, como disse meu professor de Gestão do Tempo, “não dá pra fazer tudo, mas dá pra fazer tudo que é importante”. Nunca vou esquecer essa frase e penso nela como um mantra pessoal, sabe por quê? Porque a gente sempre tem mais coisas para fazer do que é realmente possível dar conta, sejam coisas que nos foram designadas ou que realmente desejamos realizar.

Hermione e Harry usando o vira tempo no terceiro filme da saga.

Hermione e Harry usando o vira tempo no terceiro filme da saga.

Temos tanto para fazer e tanta vontade de dar conta que criamos a ilusão de que vai dar tempo. Adivinha, não vai! Não adianta, cara, o vira tempo é uma ferramenta fictícia. O jeito é aceitar a realidade e ela já cansou de mostrar que você só vai conseguir realizar as atividades para as quais der prioridade. Ou seja, o que você fizer primeiro (supostamente o que considera mais importante) será feito; O que você deixar pra depois vai se transformar em uma bola de neve que você pode apelidar carinhosamente de Frustração. Abra mão dessas coisas, ok?

A dica aqui é que você avalie o que é realmente importante pra você e dê atenção a essas coisas primeiro. O que não for importante, pode ser feito depois ou por outras pessoas. Gestão do Tempo é uma das fontes da qualidade de vida e eu pretendo escrever sobre isso muitas vezes. Por enquanto, te deixo com o trecho de um treinamento sobre foco da Franklin Covey. Ele fala exatamente sobre prioridades e vale a pena ser assistido.

Fica com a gente aqui na calçada e vamos bater um papo sobre Gestão do Tempo mais vezes!


¹ O Carnaval é ponto facultativo. Isso significa que, de acordo com o art. 2º da CLT, os empregadores têm liberdade de optar ou não pela folga remunerada de seus colaboradores.

Newer posts