Quem de nós, mulheres, nunca sofreu um assédio ao longo da vida? Se você levantou seu dedo aí atrás dessa tela, me conta em que mundo você vive!

Ontem, quinta-feira, saí com a Carol para o que pode se chamar de “a melhor baladinha da cidade”: música boa (vou pular a parte de que o tributo não foi bem um tributo, porque não vem ao caso), cerveja gelada, gente bonita e… ops! Infelizmente, na melhor baladinha não existem apenas as “melhores pessoas”, bacanas, educadas, respeitosas, de bom senso e coisa e tal.

No meio da noite, um rapaz vem em minha direção e rapidamente me puxa pela nuca, aproximando meu rosto do dele, em busca de um beijo. Mas que cultura escrota é essa que colocou na cabeça de gente como ele que é assim que se deve tratar uma mulher?

A minha vontade era de reagir com um tabefe, juro pra vocês. Mas juro também que minhas reações são meio retardatárias e me dão tempo para refletir – ou o processo é o inverso. O fato é que minha mão não estalou na face dele, mas consegui nocauteá-lo com um “não é assim que se conquista uma mulher”. NÃO É, RAPAZES.

Aí a gente – a maioria das mulheres – se condiciona a dizer que “não foi nada”, “é besteira”! Mentira. Não mintam pra vocês. Não se enganem e nem se deixem ser enganadas. É assédio, sim.

Passado

Eu já me arrependi por ter engavetado o pior assédio que sofri. Imagina uma garota de seus 20 anos aproximadamente, no início da sua carreira profissional, num de seus primeiros estágios, que foi agarrada e beijada a força pelo dono da empresa dentro de um carro? Era eu.

Esse ser asqueroso merecia um processo, mas há cerca de 10 anos fingi que não tinha sido nada. Pela inocência, pela inexperiência, pela vergonha. E foram tantos outros assédios até que eu pudesse aprender a, pelo menos, abrir a boca.

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Hoje o recado é simples, objetivo, direto. Deixo aqui mais uma das inúmeras histórias sobre assédio nessa imensidão da internet, para somar minha voz a de Su Tonani, Magdalena Gorka, Amanda White, Zilmas, Carolinas, Lahislas, Marias e Joanas… até que nosso coro cale a voz do machismo e da cultura de estupro.

#chegadeassédio

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