Month: abril 2017

Grimm: Contos de terror, mas nem tanto

Acho que nesse trio (Lahisla, Zilma e eu) todas somos um pouco, ou muito, viciadas em filmes e séries. O Netflix é um amor compartilhado, não só por nós três, mas por você também, eu aposto!

Netflix_romanticNa última semana, voltei a assistir GRIMM: CONTOS DE TERROR (ou simplesmente GRIMM, no original), uma série sobre um detetive da homicídios que descobre ser de uma linhagem de caçadores de seres sobrenaturais. Até aí, a série já tem a minha cara, basta ver minha obsessão por Supernatural, por exemplo (só Deus é testemunha de quantas vezes eu já assisti às desventuras dos irmãos Winchester), mas até o nome da série tem um apelo especial. Grimm traz à tela personagens sobrenaturais baseados nos contos de fadas, relembrando vagamente as histórias originais dos irmãos homônimos da literatura alemã. As referências alemãs, inclusive, estão sempre presentes.

Dean_Winchester_Supernatural

A verdade é que eu acho a série bem leve no quesito maldade e violência, mas tem sido uma quebra bacana para balancear os episódios das séries de sobrenatural e ficção fantástica que estão na moda ultimamente (e já há algum tempo), como The Walking Dead, Game of Thrones, etc. Assisto a essas séries também, e adoro, mas depois de alguns episódios eu fico mentalmente esgotada. Por que não, vez ou outra, trabalhar o terror de uma forma diferente? Que tal assistir a iZombie, ou Santa Clarita’s Diet, ou Supernatural, ou Grimm e rir um pouquinho de tudo isso sem deixar de curtir a adrenalina típica do gênero? Eu digo sim pra isso!

Nick_Smile

Por isso, escolho assistir a uma série cujo personagem principal, o detetive Nick Burkhardt, é descendente dos irmãos Grimm, eles próprios caçadores do sobrenatural, que usavam seus contos para descrever as criaturas fantásticas que assombravam os humanos comuns. Nick e seu amigo Blutbad chamado Monroe, o lobo mau mais bonzinho que você conhecerá, formam uma dupla querida e equilibrada no combate aos seres do mal.

grimm_Nick_Monroe

Anos atrás, quando eu assisti à série pela primeira vez, fiz uma crítica bastante negativa aos primeiros episódios e não continuei a saga. É bem verdade que os efeitos deixam a desejar e até lembram um pouco outras séries do mesmo criador, David Greenwalt, que são Buffy e Angel. Eu amava essas duas séries, mas os efeitos eram bem toscos, né? Super perdoável pra época. Os efeitos em Grimm são bem melhores, mas o estilo permaneceu.

Quando o Netflix adicionou a terceira temporada no catálogo e colocou entre as sugestões do meu perfil, resolvi dar uma nova chance e fiquei surpresa ao perceber que havia desistido nos primeiríssimos episódios. Até esse ponto, você ainda não se envolveu com as personagens nem a série conseguiu mostrar seu potencial. Sejam mais pacientes que isso! Nesta segunda tentativa, eu fui. Acabei de terminar a primeira temporada e estou um pouco viciada, mais nos personagens que na história. Me apeguei, pronto! Dá uma olhada no trailer da série:

Vale a pena dar uma espiada e conhecer o lindo Nick, o querido Monroe, o impulsivo Hank, a corajosa Juliette, o maravilhoso capitão Renard… O melhor é que, como a série já acabou, dá pra assistir tudo de uma vez só (mas no Netflix só tem três temporadas). Se gostar ou não, volta aqui e conta pra mim! Quero saber o que você achou também.

Grimm_Elenco

Assédio de quinta

Quem de nós, mulheres, nunca sofreu um assédio ao longo da vida? Se você levantou seu dedo aí atrás dessa tela, me conta em que mundo você vive!

Ontem, quinta-feira, saí com a Carol para o que pode se chamar de “a melhor baladinha da cidade”: música boa (vou pular a parte de que o tributo não foi bem um tributo, porque não vem ao caso), cerveja gelada, gente bonita e… ops! Infelizmente, na melhor baladinha não existem apenas as “melhores pessoas”, bacanas, educadas, respeitosas, de bom senso e coisa e tal.

No meio da noite, um rapaz vem em minha direção e rapidamente me puxa pela nuca, aproximando meu rosto do dele, em busca de um beijo. Mas que cultura escrota é essa que colocou na cabeça de gente como ele que é assim que se deve tratar uma mulher?

A minha vontade era de reagir com um tabefe, juro pra vocês. Mas juro também que minhas reações são meio retardatárias e me dão tempo para refletir – ou o processo é o inverso. O fato é que minha mão não estalou na face dele, mas consegui nocauteá-lo com um “não é assim que se conquista uma mulher”. NÃO É, RAPAZES.

Aí a gente – a maioria das mulheres – se condiciona a dizer que “não foi nada”, “é besteira”! Mentira. Não mintam pra vocês. Não se enganem e nem se deixem ser enganadas. É assédio, sim.

Passado

Eu já me arrependi por ter engavetado o pior assédio que sofri. Imagina uma garota de seus 20 anos aproximadamente, no início da sua carreira profissional, num de seus primeiros estágios, que foi agarrada e beijada a força pelo dono da empresa dentro de um carro? Era eu.

Esse ser asqueroso merecia um processo, mas há cerca de 10 anos fingi que não tinha sido nada. Pela inocência, pela inexperiência, pela vergonha. E foram tantos outros assédios até que eu pudesse aprender a, pelo menos, abrir a boca.

frase-mulheres-think-olga

Hoje o recado é simples, objetivo, direto. Deixo aqui mais uma das inúmeras histórias sobre assédio nessa imensidão da internet, para somar minha voz a de Su Tonani, Magdalena Gorka, Amanda White, Zilmas, Carolinas, Lahislas, Marias e Joanas… até que nosso coro cale a voz do machismo e da cultura de estupro.

#chegadeassédio