Um dos maiores acontecimentos da Copa do Mundo de 2014 foi, sem sombra de dúvidas, o fatídico placar da semifinal Brasil 1 x 7 Alemanha. Ainda lembro como se fosse hoje: tinha conseguido uma mesa, de última hora, em um bar lotado pra assistir ao jogo com uma amiga. Aos primeiros goles de cerveja e beliscadas no petisco, vimos a Alemanha iniciar sua goleada.

Depois do terceiro ou quarto gol, já não sabíamos mais diferenciar o que era replay do que era ao vivo. Estávamos – todos no bar – zonzos, atônitos, completamente desnorteados. Silêncio no recinto.reginaldo-rossi-garcom

Garçom!? A conta, por favor.

Não sei quantos masoquistas restaram no estabelecimento ao final do jogo.

O placar virou meme, óbvio! Mais que isso, diria que virou um jargão metafórico do nosso dia a dia, onde quaisquer desventuras em série são comparadas a ele. Prato cheio para os dramáticos e pessimistas, não basta sofrer um 7×1 só na vida, tem que ser todo dia.

7x1

No que deveria ser mais um belo dia de 2016, revivi aquela sensação de estar perdida, desnorteada. Depois de tanto usar ordinariamente o que descrevi como jargão metafórico, pensei estar sofrendo meu 7×1 pessoal de verdade.

O que eu não sabia naquele momento é que, nessa partida, o “Brasil” tinha feito seu único gol antes da “Alemanha” marcar os seus sete. Aos poucos, o desespero foi passando e o cenário tomando forma. Desanuviei. Entendi que, de fato, era um 7×1. Mas, dessa vez, eu não era o time canarinho. Um novo 7×1! E agora, volta e meia, me pego sussurrando: gol da Alemanha.

BELO HORIZONTE, BRAZIL - JULY 08: Miroslav Klose of Germany celebrates scoring his team's second goal during the 2014 FIFA World Cup Brazil Semi Final match between Brazil and Germany at Estadio Mineirao on July 8, 2014 in Belo Horizonte, Brazil. (Photo by Robert Cianflone/Getty Images)

(Photo by Robert Cianflone/Getty Images)

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