Jericoacoara: uma viagem incrível

Quem acompanhou o post anterior – Checklist de viagem já sabe que eu e Carol estivemos em Jericoacoara – ou simplesmente Jeri, para os apaixonados – no último final de semana. Na verdade, fomos no sábado e voltamos na segunda, no esquema de 3 dias e 2 noites.

Vamos contar aqui como foi nossa experiência, o que indicamos, o que gostamos e o que ficou por fazer! Então, senta, que lá vem história.

Tudo começou na mesa de um bar. Espera; volta mais um pouquinho no tempo. Tudo começou com um mega planejamento de férias que eu estava fazendo com outra pessoa: 10 dias de viagem, 3 estados e muitas praias; dentre elas, Jeri. Gastei horas a fio pesquisando pousadas, passeios, trajetória, fazendo cálculos e, no fim, tudo foi por água abaixo (por parte da outra pessoa). E, mesmo adorando viajar sozinha, infelizmente era o tipo de viagem que eu não conseguiria fazer só, não da forma que estava planejada. Enfim, me vi sem grandes planos para as férias.

Voltando para a mesa do bar: não lembro como Jeri virou pauta da conversa – provavelmente estava falando dos meus planos cancelados e que a Carol ainda não conhecia o local. Sei que, quando me dei conta, já estávamos combinando de ir para lá. Eu achava que era fogo de palha da Carol, que está em pleno ritmo de trabalho, mesmo ela tendo me garantido que tinha uma folga para agendar. Pensei que a história iria parar no diálogo:

– Vamos marcar?
– Vamos mesmo!
(…)

vamos-marcar-alguma-coisa

E, no decorrer dos dias seguintes, a Carol já tinha pesquisado o pacote pelo site de uma pousada da qual ela tinha o contato e depositamos a entrada. O pacote incluía:

  • Traslado Fortaleza-Jeri
  • Hospedagem
  • Caminhada com guia para a Pedra Furada
  • Traslado Jeri-Fortaleza, com parada na Lagoa do Paraíso

Tudo isso custou R$ 320,00 por pessoa, o que achamos bem razoável para o período de alta estação!

TRANSPORTE (Ida)

O traslado ficou por conta da empresa Ceará Rotas. A empresa oferece algumas opções de ponto de embarque. Nós partimos do ponto da Av. Beira Mar, pontualmente às 7h20 do sábado. Para quem vem de fora da cidade/estado, pelo aeroporto, há também um ponto lá, mas o horário é único, então é preciso comprar um voo que chegue antes da partida da van. Quanto à equipe, são todos muito educados, prestativos e bem-humorados. Nada a reclamar do atendimento!

Essa van nos leva até Jijoca, numa viagem de cerca de 5h10, no nosso caso, que embarcamos às 7h20. Ainda passamos cerca de 1h10 buscando outros passageiros, antes de pegar realmente a estrada, e fizemos uma parada de aproximadamente 30min em Paraipaba.

Lá em Jijoca, mudamos para um veículo chamado jardineira, que nada mais é o que uma D-20 ou similar (alguns até maiores) adaptada para transportar cerca de 12 pessoas (ou mais, dependendo do modelo) até a vila de Jeri, passando pelas dunas. Este transporte já está incluso no pacote e o trajeto dura entre 40min e 1h. Olha só como balança:

Trilha sonora: playlist do Spotify da Carol \m/

Contando com a pausa em Jijoca, chegamos em Jeri por volta de 14h30. UFA!

HOSPEDAGEM

Desembarcamos na Pousada Casa do Ângelo, com a qual adquirimos o pacote. Para quem costuma se hospedar em albergue, como eu, a Casa do Ângelo superou as expectativas!

O quarto em que ficamos tinha duas camas de solteiro e uma de casal, ar condicionado, TV a cabo, frigobar, espelho de corpo inteiro (a louca do espelho pira!) e uma estante ENORME que deu pra espalhar todos os meus pertences. Haha! Ah!, tem também cofre à disposição. No banheiro, chuveiro com água quente. E, na varanda, um sofá e uma rede <3

Na área comum, a Casa do Ângelo tem uma cozinha grande com churrasqueira, mesas e cadeiras, piscina, jardim com mesas e bancos, espaço para uso de computadores e espaço de aluguel de equipamentos (bikes, pranchas etc). O café é servido de 7h30 às 10h30, se não me engano, e a cozinha é comunitária, ficando à disposição dos hóspedes que queiram fazer sua própria comida, o que não foi nosso caso nessa viagem. Outra coisa que achei incrível: durante a tarde e a noite, são disponibilizados jogos nas mesas do espaço “refeitório”: dama, xadrez, tangram… Achei de muito bom gosto! Confere algumas fotos abaixo:

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Jardim, varandas, equipamentos para aluguel e vista da piscina e área de cozinha e refeitório, respectivamente.

 

jogos-casa-do-angelo

Alguns dos jogos disponíveis.

O QUE FIZEMOS

Logo após o desembarque na pousada, no sábado, deixamos nossas coisas no quarto e partimos em busca de almoço. Como tínhamos pouco tempo até o horário do passeio da Pedra Furada e os restaurantes estavam bem lotados, acabamos comendo pizza em fatia no Pizza al Volo. Lanche rápido e no preço. Eu gostei do sabor, mas a medida que vai esfriando, a massa vai ficando como uma torrada – sequinha e crocante. Como eu sou a louca da massa, não achei ruim, mas talvez é melhor consumir assim que sai do forno.

De lá, partimos para o ponto de encontro do passeio: em frente ao restaurante Bigode, na Rua do Forró. Pouco depois de 16h, seguimos em direção à Pedra Furada, acompanhado o Sr. Luís, o guia local. A caminhada é pesada! Sobe morro, desce pela areia e pedras… Cerca de 40min nessa trilha até chegar ao cartão postal de Jeri. Há quem diga que esse passeio é literalmente uma furada. Eu discordo! O visual é deslumbrante. E, nessa época, dá para ver o sol se por exatamente por dentro da Pedra. Espetáculo da natureza! O ponto negativo desse passeio são as pessoas mesmo, que são mal educadas e não conseguem se organizar para bater foto uma de cada vez. #prontofalei! Depois, todos se reúnem a uma certa distância para ver o sol se pondo!

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Todos reunidos para ver o sol se por dentro da Pedra Furada.

Na volta, maaais trilha, com os agravantes de estarmos cansadas da ida e já estar escurecendo. Mas deu tudo certo! Chegando na pousada, descansamos algumas horas e nos arrumamos para ir ao famoso Forró da Dona Amélia. A dica pra ir lá é a seguinte: chegar antes das 23h para jantar e ficar para o forró que começa logo depois. Se chegar depois das 23h, a cozinha já está encerrada e tem que pagar ingresso para entrar, se não me engano, no valor de R$ 20,00. Recebi essa dica de uma amiga que também estava lá e assim fizemos! Pedimos um prato de peixe ao molho de camarão que estava maravilhoso. O prato era para duas pessoas, mas servia três ou quatro Zilmas e Carolinas. O valor não era tão barato, mas, pelo tanto de comida, vale a pena. O que achamos caro foi a cerveja! 🙁 Ah!, eu ainda consegui dançar com um professor local de forró que apareceu por lá. Vocês não imaginam a minha alegria! E também não imaginam a queda que quase levei! HAHAHA! Mas valeu super a pena. Matei o verme, como dizem. 🙂

De lá, partimos para o Reggae, no final da Rua Principal. A ideia era ficar por lá até pertinho de 2h, para ir a outro ponto turístico da vila: a Padaria Santo Antônio, que só funciona de 2h às 5h da manhã! Chegamos na frente da Padaria por volta de 1h45 e sentamos na calçada, esperando ela abrir. Aos poucos, mais gente ia chegando. Quando abriu, foi aquela loucura de gente entrando e os atendentes logo pediram para formarmos filas. O cheiro de pão saindo do forno é de enlouquecer! Lembrando que estávamos lá só pelo turismo e gula, porque o jantar nos deixou mais que fartas. Cada uma comprou dois pães recheados por R$ 6,50. Eu escolhi um misto e um de banana (AMO banana) e a Carol, um misto e um de chocolate. Não é o melhor pão do mundo, claro, mas eu adorei! E o precinho é muito bom, né? Super repetiria. 😀

padaria-santo-antonio

Na calçada da Padaria Santo Antônio.

Findado o sábado, fomos dormir. Ainda na van, durante o traslado de chegada, compramos um passeio extra para o domingo: Árvore da Preguiça, Lagoa Azul e Lagoa do Paraíso por R$ 50,00 de jardineira (se quisesse ir de Buggy, o valor subia para R$ 100,00). Após acordar, tomamos nosso café reforçado – a pousada oferece bastante opções para o café da manhã! – e partimos antes das 9h para o passeio. A parada na Árvore da Preguiça é apenas para fotos:

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Árvore da Preguiça.

Após a parada da Árvore, seguimos para a Lagoa Azul, onde ficamos cerca de 1h. Ela não estava completamente cheia, mas estava bem bonita. Aproveitamos para nos hidratar com água de coco e tirar muitas fotos. \o/

Na Lagoa do Paraíso, última parada do passeio, foi onde ficamos a maior parte do tempo – cerca de 4h. Nesse pacote que compramos, a parada é realizada na barraca Alchymist Beach Club, a mais RICA.  Como a Lagoa é bem extensa, as barracas são bem distante umas das outras, logo não tínhamos outra opção. Então, já que estávamos na Alchymist, resolvemos ser RICAS por algumas horas. Olha esse visual cinematográfico!

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Barraca Alchymist Beach Club.

Para ficar nas cadeiras brancas,  confortáveis e “a cara da riqueza” à beira da Lagoa, tivemos que pagar a bagatela de R$ 70,00 pelo conjunto de duas cadeiras, mesa pequena e guarda-sol, sendo R$ 35,00 para cada. Na mesa do lado, estava uma família, então o valor se diluía ainda mais por pessoa. Tirando isso, os pratos não são muito mais caros do que os que vimos na própria vila, mas optamos por pedir apenas um petisco e água de coco.

Na volta do passeio, a jardineira parou no meio das dunas para mais fotos:

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Muito amor pelas fotos que fizemos aqui <3

Passamos rapidamente pela pousada para lanchar e corremos para a Duna do Pôr do Sol para ver esse espetáculo pela segunda vez, agora em um novo cenário. Parecia um cinema a céu aberto: todos sentados na Duna à espera da grande cena:

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[Panorâmica] Olha a lua no cantinho da foto apreciando o sol também!!!

De volta para a pousada, descansamos algumas horas antes de sair à noite novamente. Dessa vez, cada uma jantou um prato individual de massa no Cantina Jeri. Mais uma vez, achamos a porção bem generosa. Talvez um prato e um petisco seriam suficientes para nós duas. A jarra de suco dava pra tomar um banho, como dizem por aí. 😀 Mesmo assim, preço razoável e sabor muito agradável!

Do restaurante, partimos para o Espaço Serramar. A dica, dessa vez, veio do professor de forró com quem dancei na noite anterior. O Espaço fica na Rua da Igreja – belíssima construção, por sinal – e cobra R$ 15,00 na entrada.  Mas tem um bizu também: se chegar até as 23h30, ganha uma caipirinha. Dessa vez perdemos a hora! Pagamos a entrada e tivemos que pagar a bebida por fora.

O Espaço é bem simples: um terreno grande, com um “deck” bem simples no meio, onde a banda fica, o bar montado numa lateral, banheiros e só. A Carol deu a melhor definição: era praticamente um lual sem fogueira. 😛 A banda tocava músicas nacionais pra lá de animadas (samba, baião, pop rock etc) e nos surpreendeu positivamente. Infelizmente não ouvi o nome da banda, mas acredito que era local. Foi uma noite bem divertida!

“Eu bebo, sim. Estou vivendo…”

De volta para casa e, algumas horas de sono depois, já era segunda! Snif! :'( Acordamos um pouco mais cedo para arrumar as malas, tomar nosso café e pegar a jardineira rumo à Lagoa do Paraíso de novo. Desta vez, na barraca que as empresas de traslado sempre param, a Paraisus Pousada e Restaurante. Aqui, nos decepcionamos um pouco com o almoço: mesmo preço dos restaurantes da vila, mas qualidade inferior. Mas nada que tirasse nossa felicidade da viagem maravilhosa que fizemos!

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Desfrutando dos últimos momentos na Lagoa do Paraíso, mesmo com o céu nublado.

TRANSPORTE (Volta)

Nesse último traslado, a Ceará Rotas pediu a empresa Sim7 Turismo para nos levar e foi tudo tranquilo. Acho que essas empresas são bem parceiras e, como já conhecia a Sim7 da viagem anterior que fiz, fiquei despreocupada. A parada em Paraipaba também acontece na volta. Chegamos no ponto da Av. Beira Mar quase 19h, até porque o trânsito nessa hora é cruel.

O QUE FICOU PARA A PRÓXIMA

  • Lagoa da Tatajuba: para esse passeio, precisaríamos de mais um dia e R$ 100,00, pois só tem acesso de Buggy. É um passeio mais “roots”, mas ainda assim quero fazer.
  • Pedra Furada (trilha pela praia): já na segunda-feira, recebi essa dica e logo depois vi também em alguma página de turismo. Dizem que essa trilha é maravilhosa, cheia de piscinas naturais e grutas, mas só deve ser feita com a maré baixa e, de preferência, acompanhado por um guia.
  • Fazer tudo de novo repetidas vezes, porque esse lugar é INCRÍVEL e merece, pelo menos, uma vista por ano <3

Se você ainda não foi a Jeri, corre pra programar! Impossível não amar esse paraíso aqui do nosso Ceará. Se já foi e tem mais dicas, compartilha com a gente. Esperamos que tenham gostado do nosso relato. Até a próxima \o/

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5 Comments

  1. Zilmaaa, sou apaixonada por Jeri e tbm louca pra fazer o trecho de Tatajuba.
    Muito bom esse blog, gente!
    Bjs!

  2. Roteiro muito bem feito e detalhado, cheio de dicas. Tem que dar um Ctrl+C, Ctrl+V e pegar a estrada.

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