O dia começou como outro qualquer: ela tomou banho, arrumou-se, tomou café e foi para o trabalho. É necessário ganhar a vida! Passou a manhã inteira em frente ao computador, almoçou ao meio-dia e voltou para a máquina, onde ficou toda a tarde. A rotina diária é tão repetitiva que chega a ser cansativa, não concorda? Como na música de Chico, “todo dia ela faz tudo sempre igual” e o fim do expediente não a liberta para nada de novo. Há quanto tempo ela vive essa mesma missão diária? Acorda, trabalha, volta para uma noite vazia em casa, dorme, acorda, trabalha…

Já em casa, tira a roupa e toma um banho rápido, só para tirar a fadiga do dia, vai até a geladeira e pega qualquer coisa para comer e liga a TV da sala em qualquer canal, só para passar o tempo. Com o celular em uma das mãos, conecta-se ao Facebook e investiga a timeline para atualizar-se sobre as novidades do mundo e da vida dos amigos. Há quanto tempo ela não sai com nenhuma daquelas pessoas? Já não se ligam e raramente trocam mensagens. Para quê? Está tudo ali naquela pequena tela: quem casou, quem se mudou, quem teve filhos, mudou de trabalho, fez aniversário, saiu para jantar, até quem faleceu…

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Mas espera aí! Ela volta um pouco a barra de rolagem. Quem casou!? O Fulano, seu último namorado, exibe as fotos com a esposa. A festa aconteceu no último fim de semana. “Só pode estar grávida”, ela pensa, maliciosa, “começaram a namorar há um ano”! Em quase três anos de namoro com o Fulano, a palavra casamento nunca foi mencionada. Ela começa a se perguntar o porquê.

Não foi só o Fulano que casou, o Sicrano está noivo e o Beltrano há anos mora junto com a namorada. O Facebook acusa que todos os ex-namorados dela estão hoje em relacionamentos sérios. “Qual o problema comigo?”, ela pensa. Manda mensagem para as amigas perguntando “vocês viram quem casou?” e, sim, todas elas já sabiam, mas ninguém ligou ou mandou mensagem dizendo “pensei que você tinha visto”.

Ela deixa imediatamente o celular de lado, desliga a TV e volta para o quarto. Na cama, revira-se a noite inteira. “Qual o problema comigo?”. No outro dia, como em outro qualquer, ela acorda, toma banho, arruma-se, toma café e vai trabalhar. É necessário ganhar a vida!

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