Hoje, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher e nada mais justo do que falar delas. De nós, na verdade! A luta por igualdade social, política e econômica entre os sexos não é de hoje, mas vem se intensificando e ganhando mais força nos últimos anos. Atrizes, cantoras, escritoras e outras personalidades femininas fazem coro ao movimento do feminismo.

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Seja na vida real ou na ficção, temos muitas mulheres que são fontes de inspiração. Hoje eu resolvi falar de duas personagem específicas de um seriado, que considero muito emblemáticas:

Alicia Florrick, protagonista do seriado The Good Wife

No seriado que está em sua última temporada (já sofro com este fim próximo!), a Juliana Marguiles construiu uma personagem que saiu da fragilidade para o empoderamento – a palavra da vez. Como o nome do próprio seriado sugere, Alicia é a boa esposa. A história dela começa com um grande escândalo sobre corrupção e traição (diveeeersas, na verdade) do seu marido, o Procurador Peter Florrick. Dá pra imaginar que a soma de escândalo político mais escândalo sexual é um verdadeiro desastre, né?

Alicia havia largado a carreira de advogada para cuidar da família e, depois de 13 anos de dedicação ao lar e apoio à carreira do marido, viu-se perdida no meio de uma invasão de privacidade por parte da imprensa, olhares tortos das vizinhas e uma única certeza: não saber o que fazer.

Depois de perder da casa à dignidade, Alicia resolve recomeçar. Do começo. E bate em todas as portas de escritórios de advocacia até conseguir um emprego de cargo Júnior na empresa de um antigo colega de curso e, a partir daí, reconstruir a carreira e a vida pessoal.

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Entre altos e baixos da trama, o que Alicia nos ensina? O valor da (re)descoberta e da superação. Se (re)descubra como profissional, como mãe, como mulher, se redescubra todos os dias e em todos os aspectos possíveis, se preciso for. Alicia se redescobriu inteligente, capaz, sexy, divertida, responsável, dona de si. E tudo bem se um dia não for bem: uma taça de vinho, uma noite de sono e recomece amanhã novamente.

Kalinda Sharma, a coadjuvante

Outra personagem de destaque no seriado é Kalinda, a investigadora que trabalha com Alicia. Kalinda, interpretada por Archie Panjabi, é a figura da mulher segura e bem resolvida. Ponto final.

Mas se engana quem não acompanhou o seriado e pensa que ela sempre foi assim: Kalinda também tem na sua história camadas de um passado não tão feliz, do qual ela consegue se libertar. E é essa liberdade que ela transmite. Liberdade de ser o que quer, do jeito que quer, na hora que quer, com a companhia de quem quer. Sem rótulos, sem amarras. Simples assim.

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Essas e muitas outras mulheres me fazem refletir sobre a força e o poder que muitas vezes deixamos escondidinho lá no fundo do nosso ser. Poder que devemos resgatar e nos apropriar diariamente. Mais do que desejar um Feliz Dia Internacional da Mulher, desejo que nós mulheres possamos nos descobrir, redescobrir e termos a liberdade e o poder de ser quem, no fundo, já somos.

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