Cuidado com ela

“Cuidado com ele (a)”. Este é um conselho que eu odeio ouvir. Soa sempre como um desafio proposto particularmente para mim pelo locutor da frase: invariavelmente, um amigo ou parente muito bem-intencionado. Querida amiga, mãe, irmão… seja você quem for que me aconselha tão prestativamente, já não deveria saber que farei exatamente o contrário?

Parapente_Canoa_Quebrada

Algum tempo atrás, eu tinha medo de voar de parapente, até um namorado me convencer que seria maravilhoso. Voar de parapente está entre as minhas experiências de vida favoritas. Atualmente, eu planejo um voo de asa-delta da Pedra da Gávea na minha próxima ida ao Rio de Janeiro e penso em como deve ser emocionante um salto de paraquedas. Na minha primeira viagem ao Rio, que fiz com esse mesmo namorado do voo de parapente, recebi muitos conselhos de cuidado e sobre os perigos da cidade. Adivinhem o que aconteceu… Nada de ruim! O Rio de Janeiro é um dos lugares mais lindos que já conheci.

RJ

Quanto ao namorado, ele também foi alvo dos pedidos de cuidado. Às vezes, tem bastante fundamento. Tal e qual o Nego do Borel, tive meu coração partido. Vivi uma das piores fases da minha vida, não apenas depois do fim desse relacionamento, mas durante também. Mas é como diz a música: “meu amor, não tem problema não”. A gente se descuida, se joga sem paraquedas, se estraçalha no chão, sente uma dor danada, mas é tudo metafórico. A dor não, ela é real até demais, mas ela passa e depois te sobram as boas experiências que você viveu por se arriscar.

Eu me descuido com frequência, meu coração não tem alerta antivírus, ele simplesmente não detecta pessoas perigosas. De vez em quando, a gente coloca o coração partido em quarentena e pode ter certeza que depois fica tudo certo. E olha que não estou falando apenas de malwares românticos! Quantas vezes já ouvi: “cuidado com essa menina, ela não é sua amiga de verdade” ou “ela isso”, “ela aquilo”? Já passei vergonha por causa de amigas, já fui erroneamente acusada, humilhada, já apanhei, já tive um, dois, três esquemas involuntariamente compartilhados… Tudo quanto é descuido, pode colocar na minha conta, não adianta, é muito fácil invadir e trapacear meu coração. Mas se você me perguntar, eu não mudaria nada disso. Essas pessoas foram responsáveis por alguns dos dias mais divertidos da minha vida, além do aprendizado que elas deixaram.

A verdade é que, toda vez que ouço a frase “cuidado com ele(a)”, não posso evitar de pensar nas experiências maravilhosas que aquela pessoa pode me oferecer e que, por acaso, o alerta pode ser infundado. Tenho algumas pessoas na minha vida que podem provar isso. Elas são cheias de defeitos, assim, que nem eu e você, por isso, alguns detectores de perigo podem ser acionados, mas, no fim das contas, elas permitem que seu software funcione ainda melhor que antes.

Se você quer saber, eu espero que, vez ou outra, alguém diga sobre mim: “cuidado com ela!” e espero que a pessoa que ouvir esse conselho decida se arriscar mesmo assim. Por aqui, também tem muitos perigos e ainda mais experiências maravilhosas.

eyes

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Grimm: Contos de terror, mas nem tanto

Acho que nesse trio (Lahisla, Zilma e eu) todas somos um pouco, ou muito, viciadas em filmes e séries. O Netflix é um amor compartilhado, não só por nós três, mas por você também, eu aposto!

Netflix_romanticNa última semana, voltei a assistir GRIMM: CONTOS DE TERROR (ou simplesmente GRIMM, no original), uma série sobre um detetive da homicídios que descobre ser de uma linhagem de caçadores de seres sobrenaturais. Até aí, a série já tem a minha cara, basta ver minha obsessão por Supernatural, por exemplo (só Deus é testemunha de quantas vezes eu já assisti às desventuras dos irmãos Winchester), mas até o nome da série tem um apelo especial. Grimm traz à tela personagens sobrenaturais baseados nos contos de fadas, relembrando vagamente as histórias originais dos irmãos homônimos da literatura alemã. As referências alemãs, inclusive, estão sempre presentes.

Dean_Winchester_Supernatural

A verdade é que eu acho a série bem leve no quesito maldade e violência, mas tem sido uma quebra bacana para balancear os episódios das séries de sobrenatural e ficção fantástica que estão na moda ultimamente (e já há algum tempo), como The Walking Dead, Game of Thrones, etc. Assisto a essas séries também, e adoro, mas depois de alguns episódios eu fico mentalmente esgotada. Por que não, vez ou outra, trabalhar o terror de uma forma diferente? Que tal assistir a iZombie, ou Santa Clarita’s Diet, ou Supernatural, ou Grimm e rir um pouquinho de tudo isso sem deixar de curtir a adrenalina típica do gênero? Eu digo sim pra isso!

Nick_Smile

Por isso, escolho assistir a uma série cujo personagem principal, o detetive Nick Burkhardt, é descendente dos irmãos Grimm, eles próprios caçadores do sobrenatural, que usavam seus contos para descrever as criaturas fantásticas que assombravam os humanos comuns. Nick e seu amigo Blutbad chamado Monroe, o lobo mau mais bonzinho que você conhecerá, formam uma dupla querida e equilibrada no combate aos seres do mal.

grimm_Nick_Monroe

Anos atrás, quando eu assisti à série pela primeira vez, fiz uma crítica bastante negativa aos primeiros episódios e não continuei a saga. É bem verdade que os efeitos deixam a desejar e até lembram um pouco outras séries do mesmo criador, David Greenwalt, que são Buffy e Angel. Eu amava essas duas séries, mas os efeitos eram bem toscos, né? Super perdoável pra época. Os efeitos em Grimm são bem melhores, mas o estilo permaneceu.

Quando o Netflix adicionou a terceira temporada no catálogo e colocou entre as sugestões do meu perfil, resolvi dar uma nova chance e fiquei surpresa ao perceber que havia desistido nos primeiríssimos episódios. Até esse ponto, você ainda não se envolveu com as personagens nem a série conseguiu mostrar seu potencial. Sejam mais pacientes que isso! Nesta segunda tentativa, eu fui. Acabei de terminar a primeira temporada e estou um pouco viciada, mais nos personagens que na história. Me apeguei, pronto! Dá uma olhada no trailer da série:

Vale a pena dar uma espiada e conhecer o lindo Nick, o querido Monroe, o impulsivo Hank, a corajosa Juliette, o maravilhoso capitão Renard… O melhor é que, como a série já acabou, dá pra assistir tudo de uma vez só (mas no Netflix só tem três temporadas). Se gostar ou não, volta aqui e conta pra mim! Quero saber o que você achou também.

Grimm_Elenco

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Assédio de quinta

Quem de nós, mulheres, nunca sofreu um assédio ao longo da vida? Se você levantou seu dedo aí atrás dessa tela, me conta em que mundo você vive!

Ontem, quinta-feira, saí com a Carol para o que pode se chamar de “a melhor baladinha da cidade”: música boa (vou pular a parte de que o tributo não foi bem um tributo, porque não vem ao caso), cerveja gelada, gente bonita e… ops! Infelizmente, na melhor baladinha não existem apenas as “melhores pessoas”, bacanas, educadas, respeitosas, de bom senso e coisa e tal.

No meio da noite, um rapaz vem em minha direção e rapidamente me puxa pela nuca, aproximando meu rosto do dele, em busca de um beijo. Mas que cultura escrota é essa que colocou na cabeça de gente como ele que é assim que se deve tratar uma mulher?

A minha vontade era de reagir com um tabefe, juro pra vocês. Mas juro também que minhas reações são meio retardatárias e me dão tempo para refletir – ou o processo é o inverso. O fato é que minha mão não estalou na face dele, mas consegui nocauteá-lo com um “não é assim que se conquista uma mulher”. NÃO É, RAPAZES.

Aí a gente – a maioria das mulheres – se condiciona a dizer que “não foi nada”, “é besteira”! Mentira. Não mintam pra vocês. Não se enganem e nem se deixem ser enganadas. É assédio, sim.

Passado

Eu já me arrependi por ter engavetado o pior assédio que sofri. Imagina uma garota de seus 20 anos aproximadamente, no início da sua carreira profissional, num de seus primeiros estágios, que foi agarrada e beijada a força pelo dono da empresa dentro de um carro? Era eu.

Esse ser asqueroso merecia um processo, mas há cerca de 10 anos fingi que não tinha sido nada. Pela inocência, pela inexperiência, pela vergonha. E foram tantos outros assédios até que eu pudesse aprender a, pelo menos, abrir a boca.

frase-mulheres-think-olga

Hoje o recado é simples, objetivo, direto. Deixo aqui mais uma das inúmeras histórias sobre assédio nessa imensidão da internet, para somar minha voz a de Su Tonani, Magdalena Gorka, Amanda White, Zilmas, Carolinas, Lahislas, Marias e Joanas… até que nosso coro cale a voz do machismo e da cultura de estupro.

#chegadeassédio

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Saudades do que não vivi: Anos 80

Old but Gold

Eu admito, tenho uma alma de velho em um corpo jovem. Tenho também saudades de coisas antigas que não vivi. Me julgue!

Eu nasci em 1987, então digamos que comecei a viver mesmo a partir de 1990, ano das minhas primeiras lembranças. Mas, porém, contudo, todavia, estamos na era da Internet, onde conseguimos acessar informações que antes só ficavam no fundo do baú dos nossos avós, e podemos “viver” parte das antigas experiências musicais, literárias e artísticas.

Estava pulando de vídeo em vídeo no YouTube quando me deparo com uma imagem do cantor Guilherme Arantes (quem tiver por volta dos 20 anos nem vai saber quem é) bem jovem, em 1986, cantando Meu Mundo e Nada Mais, um clássico do tempo que se vendia vinil (chamavam de LP na época) com a trilha sonora nacional e internacional das novelas da Rede Globo.

Desse vídeo fui para o próximo…

E se você assistiu o vídeo acima vai entender o que eu vou dizer: quanta ousadia! Os anos 80 não foram nada ordinários  (tu tu tu tu tu pá!).

A letra da música, o cantor/galã segurando o gatinho, a briga de canivete que vira uma coreografia sensual entre dois homens, os arranjos da música. Podemos dizer tudo, menos que os anos 80 não foram revolucionários.

Saudades dessa vontade de arriscar na música, na moda… em tudo. Até da esperança e da sede de viver que todos tinham em um Brasil recém liberto da ditadura militar.

Saudades do que nao vivi.

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Casar não é tão romântico assim

 

relacionamento-casamento

Quase tudo que a gente vê sobre casamento por aí tem um ar romântico, né? Assim parece que tudo, desde a cerimônia até “que a morte nos separe”, será como nos filmes de princesas, onde depois do “sim” terminam todos os conflitos da estória. Mas nem tudo são flores de um lindo buquê de noiva, minhas amigas e meus amigos, e eu vim aqui escrever esse post (estava devendo faz tempo!) para tirar um pouco das ilusões de quem ainda as tiver.

Na vida real os conflitos já começam na preparação da cerimônia de casamento. A menos que você seja milionária(o) ou possa permutar toda a festa em publicidade no seu canal do YouTube feito Preta Gil, você precisará passar muitas horas da sua vida verificando orçamentos e fazendo seu planejamento financeiro para pagar a festa.  Então amiga(o), já comece sabendo que serão cerca de 600 horas de trabalho duro para apenas 5 horas de romantismo e momentos lindos com família e amigos.

Depois vem a parte da “realidade do dia a dia”, essa que é menos romantizada, mas ainda assim só sabemos o que é conviver com alguém que tem uma criação e costumes diferentes dos seus quando já estamos de fato vivendo juntos. Sabe aquele seu quarto que estava sempre arrumado do seu jeito? Já era! Sabe aquele seu costume de deitar no sofá sem ter hora pra sair? Já era! As coisas funcionam em uma outra dinâmica e agora tudo é decidido em dupla, sua vontade individual estará sempre um pouco de lado. Aqueles pensamentos românticos de “somos um” e “combinamos em tudo” começam a esmaecer e aí você terá o choque de realidade: Casar não é tão romântico assim!

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Como eu nunca fui muito romântica, daquelas que acham que vão achar o príncipe perfeito (rico, bonito e com a mesma orientação sexual que eu), gostam de receber flores e lembram todos os meses da data de aniversário de namoro, posso dizer que a minha queda do ideal para o real não foi tão alta. Mesmo assim ela aconteceu quando resolvi morar com meu noivo e tenho algumas conclusões para compartilhar:

1. Da festa de casamento você só ficará com as fotos e as lembranças na sua memória, portanto não gaste muito tempo (nem muito dinheiro) com detalhes demais e com tudo que dizem por aí que você TEM QUE TER no seu “grande dia”. Quanto menos trabalho você tiver, mais equilibrada vai ser a proporção “horas de trabalho duro x horas de romantismo” no dia do seu casório.

2. A vida é um grande planejamento e viver juntos exige planejamento em dobro pra que os desejos de um, do outro e do casal sejam realizados. É preciso cuidado para não atropelar a vontade do seu parceiro(a).

3. Casamento é uma parceria, então é preciso que antes de existir paixão, exista amizade e amor. Com o tempo, a beleza vai embora, as dificuldades aparecem de tempos em tempos e o romantismo vai ficar de lado até que sejam resolvidas as urgências do dia a dia. O importante é no fim do dia saber que aquela pessoa está do seu lado para tudo e que vocês se admiram, se gostam e se respeitam.

Sejamos um pouco mais práticos ao pensar em construir uma vida a dois. Tudo demais é veneno e romantismo demais deve estar entre os top 3 motivos que levam ao fim dos casamentos.

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Planejamento Pessoal – Objetivos SMART

Smart é uma palavra em inglês que, traduzindo, significa inteligente. No contexto do planejamento, quando falamos em objetivos, SMART é um acrônimo* de:

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Em português: específico, mensurável, alcançável, relevante e temporal. O jogo de palavras não poderia ser mais oportuno. Na hora de definirmos nossos objetivos, é fundamental que eles sejam inteligentes e agreguem todas essas características. Antes de dizer o por que disso, vamos dar uma olhada no conceito.

Objetivo

É a descrição concreta de onde você quer chegar, ou o que está tentando alcançar, ou seja, o propósito. Na hora de traçar os seus, vale lembrar da sua visão para os próximos anos, para garantir que seus objetivos te levem até ela.

Sistema SMART

Agora que você já tem sua missão, visão e valores definidos (conforme nossas publicações anteriores aqui e aqui), está na hora de traçar os objetivos e metas que te levarão até lá. O sistema SMART te ajuda a realmente concretizar seus objetivos, evitando que eles sejam vagos demais ou irrealizáveis. Quando você considera a sigla SMART no seu planejamento, está evitando frustrações futuras. Então, sem mais delongas, seguem as orientações para o seu planejamento:

S: Específica (Specific)

Quando uma meta é específica, significa que tira qualquer possibilidade de ambiguidade de seu entendimento. A intenção é facilitar ao máximo a criação de atividades e avaliações desta meta em um futuro próximo. Para isso, trabalhe, sempre que possível, com números! Por exemplo, ao invés de “quero perder peso”, defina: quero perder 15 kg.

Perguntas que podem te ajudar a definir este item: “O que? Por quê? Quem? Onde? Qual é?”.

M: Mensurável (Measurable)

Toda meta precisa ser mensurável. Este é um critério importante para definir se ela realmente foi alcançada. Se a meta não pode ser medida, quer dizer que ela nunca será alcançada. Traçar objetivos específicos e com números contribui muito para essa etapa. Se, como no exemplo anterior, eu defini que quero perder 15kg, o que preciso agora é estabelecer a forma de acompanhar a realização desse objetivo. É necessário fazer esse acompanhamento periodicamente ou você acabará chegando ao prazo limite para atingir seu objetivo com o mesmo peso e não haverá tempo para concretizar sua meta.

Perguntas que podem te ajudar a definir este item: “Quanto custa? Baseado em que valor eu saberei que essa meta foi atingida?”.

A: Alcançável (Attainable)

Ter uma meta difícil demais pode desmotivá-lo, assim como uma meta fácil demais. A difícil pode parecer inalcançável e a fácil que você se subestima.

Perguntas que podem te ajudar a definir este item: “Como saberei se a meta foi atingida? Baseado em qual parâmetro?”.

R: Relevante (Relevant)

Uma boa meta é aquela que traz grandes propósitos para você, de preferência, alinhada à missão e visão que você estabeleceu. Na prática, só você saberá se a meta é relevante ou não para tal.

Não esqueça de avaliar se o conjunto de metas faz sentido para o seu planejamento pessoal.

T: Temporal (Time-bound)

As metas são passos de um planejamento completo. Por este motivo é importante colocar prazo em cada um dos passos. Se você não organizar o seu tempo, com toda certeza, o final será prejudicado. (Ver o item Mensurável)

Com essas dicas e a sua identidade já elaborada, é hora de definir seus objetivos. Isso é muito pessoal, afinal, cada um sabe onde quer chegar e o seu destino é, provavelmente, diferente do meu. Mas, para dar uma última sugestão, que tal estabelecer seus objetivos dentro de algumas áreas de resultado. Para cada uma delas, crie entre um e três objetivos (não adianta criar mil. Foque em poucos para ter resultados). Eu me planejo nas seguintes áreas:

Família; Profissional; Intelectual; Espiritual; Emocional; Financeira; Física (seu corpitcho); Social.

Agora é hora de fazer os seus!

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Planejamento pessoal – Missão, visão e valores

Vamos começar esse texto fazendo paralelos entre planejamento pessoal e identidade organizacional. Os conceitos aplicados às empresas podem ser facilmente adotados em nossa busca por propósito e no cumprimento de nossos próprios objetivos. Quer ver?

Missão

A missão é a declaração concisa do propósito fundamental da organização, a finalidade de sua existência, o motivo pela qual foi criada. A missão é como o DNA da empresa, definindo a sua identidade e não costuma mudar ao longo do tempo.

dna_empresa_planejamento

O importante em um planejamento é que a missão comunique de forma clara e objetiva a todos na empresa o que se espera de seu trabalho e também como a organização quer ser reconhecida por seus clientes.

Traduzindo, ao criar sua missão pessoal, você deverá colocar sua essência, o que você espera de sua própria existência nessa vida e como você gostaria de ser visto pelas pessoas. Não é uma tarefa tão fácil, ela exige reflexão e autoconhecimento e, convenhamos, é algo que a maioria das pessoas não costuma fazer de forma consciente.

ser-ou-nao-ser_planejamento

O tempo gasto nesse momento do planejamento vale a pena. Com uma missão definida, que realmente represente você, é possível fazer escolhas de vida de uma forma muito mais fácil e rápida. Com o tempo, sua missão lhe ensina a dizer sim e não para várias situações de acordo com quem você é e o caminho que escolheu seguir.

Observação: Quanto a possibilidade de mudar a missão ao longo do tempo, realmente não acho que a missão mude com frequência se for bem definida, mas a gente muda ao longo da vida e, nesses momentos de transição, vale revisar a nossa missão também.

Minha missão: Fazer a diferença de uma forma positiva na vida das pessoas

Visão

Em geral, os valores são definidos depois da missão e da visão da empresa, esta última representando um estado no futuro: onde você deseja chegar, o que deseja alcançar em um determinado período de tempo. Esse período costuma ser de 5 anos, mas nada impede que você crie também, e desde já, a sua visão para 10, 20… 50 anos! Como você se vê nesse futuro determinado? Lembre-se de traçar metas que sejam possíveis para uma pessoa com a sua missão de vida ou terá muitos planos frustrados no futuro.

visao-de-futuro_planejamento

Confesso que, em meu planejamento pessoal, defino a visão sempre em um plano mais geral, sem entrar em detalhes, uma vez que faço isso (o detalhamento) quando planejo os meus objetivos. Falarei sobre isso mais profundamente na próxima segunda-feira, mas, tendo uma visão geral do seus desejos futuros, vamos voltar aos valores.

Valores

Uma vez que você definiu quem você é e onde quer chegar, está na hora de definir as suas próprias regras e elas são os valores sem os quais você não pode viver e que, ainda por cima, te ajudarão a chegar lá (naquele futuro que você previu)!

Quais são os princípios ou crenças que servem de guia para o seu comportamento? As suas atitudes e decisões envolvidas na busca dos seus objetivos devem ser guiadas pelos valores que você vai definir, para que você exerça sua missão e busque alcançar sua visão. Eu não disse que ia ser fácil. Definir os seus valores, assim como na missão, também exige reflexão e autoconhecimento. Não basta incluir palavras que representam moral e ética se elas, no fundo não representam você. É necessário encontrar um caminho comum entre os aspectos que você acha admiráveis e deseja fortalecer em suas ações, a sua capacidade de vivenciá-los de fato e não apenas em seu discurso, e a possibilidade de que eles o ajudarão a atingir seus objetivos.

Meus valores: Gentileza, resiliência, foco e excelência

Esse é apenas um exemplo, não vou detalhar aqui os meu valores pessoais. Mas você pode, e deve, detalhar os valores, de forma a ter premissas pelas quais se guiar. Isso pode facilitar bastante na hora de avaliar se seu comportamento e atitudes estão espelhando a missão e visão que você definiu.

Quer mais exemplos?

A maioria das empresas costuma colocar sua identidade organizacional em seus sítios na web. Entre nas páginas das marcas que você admira e confira exemplos de missão e valores. Clicando aqui, você encontra o exemplo da Coca-Cola, uma das minhas marcas favoritas.

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30 dias para os 30

Há 29 anos e 335 dias, nasci. Era uma quarta-feira. Não que eu lembre! O calendário – digital, claro – ajuda.

5 meses de fofura e beleza.

Gosto da data, mesmo que ela não tenha me permitido comemorar com os coleguinhas da escola. Era sempre férias. Nascer duas semanas depois do Natal e uma semana depois do Réveillon é uma ótima desculpa para os familiares darem apenas um presente ao invés de dois, mas sinceramente nem lembro se economizaram muito nos presentes.

Gosto do signo também. Dizem as más línguas que capricornianos são ambiciosos. Mas quem é que não quer uma vida melhor? E esse coração de gelo que pintam é mentira, viu? Amamos até demais, é que preferimos nos proteger das incertezas e inseguranças às vezes. Só digo que vale a pena conhecer as virtudes dos capricas.

Daqui a 30 dias, chego à marca dos 30, marcados pela relatividade do tempo que todos nós conhecemos.

LINHA DO TEMPO

Aos 10, o tempo parecia lento e os sonhos eram tímidos: ganhar um brinquedo, terminar os estudos (ainda não sabia que isso era pra sempre!), ganhar mais um LP ou sandália da rainha dos baixinhos. Tinha certa pressa de chegar aos 20, digamos. Mas só depois de passada a infância é que nos damos conta que deveríamos tê-la dado mais valor e tê-la saboreado nesse ritmo lento mesmo.

Aos 20, olhava para o passado já saudosa, mas a ansiedade pelos 30 era maior. Afinal, era apenas o começo da vida adulta. E ela já era corrida! Os sonhos? Mais audaciosos. A formatura estava por vir e o trabalho já era rotina. Queria, agora, colher os frutos do meu próprio suor: carro próprio, viagens, alguns bens materiais.

Chegando aos 30, mais tantos sonhos realizados: algumas viagens na conta, algumas tatuagens, algumas corridas e danças também. Outros tantos ainda por realizar! Essa conta só aumenta. A cada sonho realizado, almejamos dois novos. Pior que juros de financiamento. Será possível sair deste plano com a conta quitada?

Por outro lado, menos vida, matematicamente falando. Algumas rugas na testa, algumas desilusões, algumas cirurgias também. Duas, mais precisamente. Nenhuma plástica até agora, vejam só! Mas, incrivelmente, sentindo-me mais bonita que aos 15. Mais vitalidade. A matemática da vida realmente é confusa.

de-repente-30

De Repente 30 (Filme)

CONTAGEM REGRESSIVA

Ao logo desse caminho todo, me apeguei a signo, números e crenças. Daqui a 30 dias, completarei 30 anos, no dia 7/1/17, no sétimo dia da semana. Quero estar neste sábado com uns 30 amigos, às 17h, para combinar. Vamos ver o pôr do sol. Sunset, para rimar.

Faltam 30 dias. E a vida toda pela frente.

[TRILHA SONORA DE HOJE]

#30diasparaos30

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Planejamento Pessoal – Por que fazer?

agenda_2017_planejamento
Para quem ainda não sabe, sou um pouco obcecada com planejamento. Assim sendo, já pensei no meu ano de 2017 de frente para trás e de trás para frente mais de uma vez. Minha agenda do ano que vem, por exemplo, comprei em novembro, e já está cheia de marcos e planos. Resolvi compartilhar aqui no blog um pouco dos meus motivos e métodos de planejamento pessoal. Vou começar com uma citação de Lewis Carrol em Alice no País das Maravilhas que diz: “Para quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve”.

Outra citação famosa que diz o mesmo é do filósofo Sêneca: “nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”. Essas frases são repetidas incansavelmente em palestras motivacionais e foi, com certeza, em uma delas que as ouvi pela primeira vez. A questão é que, quando penso sobre isso, tenho o forte desejo de não ser apenas mais um barquinho à deriva. Como boa representante da geração Y, eu preciso de significado!

Isso também ficou claro pra mim quando tive a oportunidade de começar a trabalhar com planejamento dentro de empresas. Fiquei fascinada com as identidades organizacionais. De repente, era muito óbvio que, antes de saber o que eu queria para a minha vida, no presente e no futuro, era necessário me aprofundar um pouco mais em minha própria identidade. Os meus objetivos precisariam estar intimamente ligados à minha missão de vida e aos meus valores para que não afundassem em um barco furado à deriva no oceano.

É assim, então, que começo todos os meus planejamentos, elaborando a minha missão e os meus valores. Hoje, não preciso mais criá-los, já estão bem definidos, mas não há nenhum planejamento que eu faça em que eu não comece reescrevendo esses dois tópicos.

Minha missão: Fazer a diferença de uma forma positiva na vida das pessoas
Meus valores: Gentileza, resiliência, foco e excelência

Isso é uma estratégia não apenas de planejamento, mas de marketing pessoal, e as duas coisas estão completamente conectadas. Para saber onde queremos ir, primeiro precisamos saber quem nós somos e esse processo exige reflexão e tempo. Um professor uma vez me disse que é necessário dedicar tempo para termos tempo. Ele estava falando sobre planejamento e, acredite, o tempo que você gastar planejando será um investimento em muito mais tempo no futuro!

Durante o mês de dezembro, todas as segundas-feiras, farei uma publicação sobre planejamento. Na próxima semana, vou falar um pouquinho sobre como criar a sua própria missão e valores e, assim, decidir o rumo que seu barco deve tomar.

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Séries de Novembro

Novembro foi bem doce pra mim quando o assunto é SÉRIES. Melhor vício hobby já inventado pela humanidade, concordam? Eu sou do time de maratoneiros assumidos.

O fato é que novembro foi um mês bem corrido, mas o saldo de séries assistidas me surpreendeu e eu vou compartilhar aqui um resumo das minhas impressões sobre as séries vistas durante esse mês!

SÉRIES COMPLETAS

  1. The Get Down (1 temporada, 6 episódios)
    Primeira série do mês. São apenas 6 episódios com duração média de 1h. Por um lado, a série me surpreendeu com a variedade de temáticas abordadas além da principal: política, grafite, outros estilos musicais (inclusive gospel) e diversidade sexual, que foi abordada natural e delicadamente.  O Jaden Smith arrasou muito na atuação. ? Por outro lado, como fui com sede demais ao pote, esperava mais da série. Não sei explicar exatamente o quê. Gostei bastante, mas a minha sensação é que faltou um temperinho. Nota 8,5.

                                             the-get-down

  2. Black Mirror (3 temporadas, 13 episódios)
    MEU POVO, QUE SÉRIE É ESSA? ? ? O primeiro episódio é de dar náuseas e, assim como outros, retrata bem a realidade na qual estamos inseridos. Não sobre o ponto de vista do avanço tecnológico meio The Jetsons – ainda, mas do que a humanidade tem de mais cruel e podre dentro de si. A maldade, o egoísmo, a ganância e por aí vai. Como a série conta uma história a cada episódio, eles não seguem um padrão muito rígido de duração; variam de 40 a 90min.  Estes são os preferidos, com breves comentários (evitando soltar spoiler pra quem ainda não viu):

    • The Entire History of You (1ª temporada)
      Esse do gif abaixo, cujo tema gira em torno de traição. Suas memórias todas são registradas em um dispositivo e podem ser acessadas e vistas facilmente, inclusive, por terceiros. Imaginou a treta?
    • White Bear (2ª temporada)
      Além da crueldade “justificada” pela justiça, o episódio grita sobre a espetacularização da vida através das telas de smartphone e a consequente inércia humana que isso tem causado.
    • Hated in the Nation (3ª temporada)
      Até onde o ódio espalhado nas redes sociais vai nos levar? A mesma “maldade pela maldade” potencialidade pelo mundo virtual que também é vista nos episódios The National Anthem (1ª) e  Shut Up and Dance (3ª).Nota 9,8 só porque achei San Junipero (3ª) o episódio mais morgadinho e destoante dos demais e Fifteen Million Merits (1ª) o mais chatinho.

      black-mirror

      The Entire History of You

  3. Master of None (1 temporada, 10 episódios)
    Série leve e divertida sobre a vida comum de um jovem-adulto-descendente-de-indiano em Nova York, em episódios curtinhos (30min).  Eu diria que a série é despretensiosamente muito boa, abordando diversos temas do cotidiano que vão de camisinha rasgada no primeiro encontro a direitos dos idosos. Tudo isso em paralelo aos desafios profissionais e pessoais enfrentados por ele, do mesmo jeitinho que acontece com a gente. Um outro fato que me chamou a atenção sobre a série é que ela foi criada, produzida e protagonizada por Aziz Ansari. Virei fã ?. Nota 9.

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  4. Stranger Things (1 temporada, 8 episódios)
    Evitei um pouco essa série devido a todo o furor que ela causou na internet, assim como evitei GoT até hoje. ? Mas dei uma chance a ela bem mais rápido que a GoT, obviamente. A memória curta não me permitiu ver claramente as referências dos anos 80 (a atmosfera é óbvia!),  mas isso não impediu que a série caísse no meu gosto. Adoro produções juvenis (YA) e a combinação de suspense, ficção científica e drama é maravilhosa.  Os episódios tem duração média de 50min. Aplausos para a atuação de  Winona Ryder e, claro, Millie Bobby Brown. Nota 9.

                                                                 stranger-things

SÉRIES VISTAS PARCIALMENTE

Além das séries acima, das quais vi todos os episódios disponíveis, vi ainda em novembro:

  1. Unbreakable Kimmy Schmidt
    A série tem 2 temporadas de 13 episódios cada. Vi os 3 últimos da segunda temporada em novembro. Comédia leve, naquele estilo bem pastelão-americano, em episódios de aproximadamente 30min. Na minha opinião, o personagem Titus brilha mais que a própria Kimmy e, possivelmente foi ele que me prendeu à série. A Kimmy é mais bobona, característica imposta pela própria narrativa na qual está inserida. Nota 7,5.
  2. Designated Survivor
    A primeira temporada foi lançada recentemente na TV e a Netflix está adicionando os episódios um a um. Apesar de não gostar muito da política na vida real, o tema me fisgou na série House of Cards e acabei gostando muito de Designated Survivor também. Nela,  Tanto que não aguentei a “demora” da Netflix, que ainda está no quarto episódio, e já baixei e vi até o sétimo. Ansiosa pelo desfecho da história. Até agora, nota 9.
  3. Reign
    É uma série de ficção histórica beeem YA, talvez mais que Stranger Things. Foram lançadas 3 temporadas desde 2013 (as duas primeiras com 22 episódios e a terceira com 18) e a próxima está prevista para 2017. Em 3 dias, já na reta final do mês, vi 12 episódios da trama juvenil ambientada no século XVI. Romances, figurino e trilha sonora foram feitos para atingir o público jovem. Já ouvi dizer que o nível cai bastante na terceira temporada, mas até agora estou envolvida. Então, por enquanto, nota 8,5.
  4. Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.
    Mais uma série em andamento. Estou acompanhando a quarta temporada e vi os dois episódios que saíram em Novembro (6º e 7º). Não é uma das melhores produções da Marvel, mas eu também não sou muito exigente quando gosto da temática. E confesso que sou marvelmaníaca! ? A temporada atual conta com a presença do motoqueiro fantasma: latino, sombrio e sedutor. ¡Me gusta! Entre os altos e baixos e plot twits, nota 8,5.
    bart-hypnotized
    E assim foi o meu mês de Novembro! UFA! ? Acompanha alguma dessas séries? Deixa sua opinião ou comentário pra gente bater um papo!
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